Gabriel Notari, head of delivery da ThoughtWorks Brazil, fez uma enquete sobre equipes distribuídas. Como resultado, ele compartilha cinco dicas para o sucesso de projetos realizados por equipes distribuídas:
1. Entender a infraestrutura necessária para o projeto, e compará-la com a infraestrutura existente: conexão com internet, câmera decente, fones de ouvido e microfones bons necessários para o trabalho. Talvez exista um checklist nessa etapa que faça sentido, mas a ideia é entender o que precisa ser verificado. Alguém da equipe trabalha de casa? Então ter um espaço exclusivo em casa é essencial. Ter um local específico, longe do barulho e da rotina da casa, que possa ser utilizado com conforto é algo indispensável. Ajuda no foco, na concentração e, inclusive, a separar trabalho da vida pessoal
2. Momentos presenciais programados: como formar o time, como criar intimidade para se ajudar e para criticar, como entender o que cada pessoa pode ou não contribuir, enfim. Todas aquelas coisas que fazem com que viajemos para nos encontrar face-a-face (e.g. uma inception enxuta), de tempos em tempos, essencial nos projetos offshore;
3. Handoff de atividades: o que eu estou fazendo agora e deve ser comunicado a alguém? Como que a continuidade do que eu estou fazendo pode ser garantida, caso eu precise passar para outra tarefa? alguém em um fuso diferente tem de continuar o que comecei a fazer?
4. Descentralização ou redundância da liderança em todos os locais: garantir que tenhamos proxies confiáveis de liderança em todos os locais (não ler liderança como “o gerente do projeto”, mas sim como “quem toca o projeto pra frente, em todos os sentidos”);
5. Formar times de fato distribuídos: entender que todos, independente de onde estejam, são parte da equipe e que devem ser incluídos nos processos e cerimônias. Evitar que alguém se sinta somente um trabalhador remoto (“I was suddenly just a remote worker “ descrito neste artigo )
Alguns links
Durante a pesquisa, alguns colegas (Bruno Tavares, Fabio Pereira, Marco Valtas e Paulo Caroli) compartilharam alguns links bem relevantes sobre o assunto. Seguem os links:
- Da diferença de trabalho remoto e times distribuídos
- Uma lista das empresas reconhecidas por trabalhar dessa forma
- Uma opção seria buscar pessoas que fazem isso muito bem. Aqui vai um artigo nesse assunto
- “Onshore Anchor” do Ben Escudero, que era Demand Custodian de uma equipe distribuída de mega sucesso.
- Remote versus Co-located Work – Uma common language que diminui ambiguidades
- Enfim, a gente pode ficar discutindo o dia todo sobre modelos e sabemos que: “Essentially, all models are wrong, but some are useful“
- TW Insights – Distributed teams and avoiding face time bias
- Here, There & Everywhere: Distributed Teams, Tools and Culture- excelente palestra do Bob McWhirter na QConSP 2017
- O whiteboard no escritório, é na verdade eletrônico e pode ser visto a manipulado remotamente (ah, com uma câmera, som e um hangout no canto). Vide: BaiBoard
- Stop the disembodied heads
- O livro “Remote”
- Post sobre comunicação de equipes distribuidas do Zach Holman quando ele ainda estava no GitHub






