Nem todo workshop é uma Lean Inception 🙁
Eu e a Mila Orrico ajudamos com um workshop de alinhamento de um produto digital, mas não foi uma Lean Inception. Por isso, compartilho aqui a agenda e as sessões do workshop.
Logo no início das conversas sobre o workshop, nos informaram: “não é uma Lean Inception”.
Apesar da minha resistência inicial (muitas vezes, ouço esse argumento, mas o workshop é uma Lean Inception, e o requerente acaba concordando com a agenda da Lean Inception), ouvi as necessidades do requerente, organizamos e facilitamos o workshop, que não era uma Lean Inception: o resultado não era um MVP, nem tão pouco a evolução do produto baseado no conceito de MVP.
Esse workshop específico tinha o contexto de ser mais técnico, não somente o produto, mas a sequência de funcionalidades, a qual não poderia ser colocada sobre a forma de MVP para validação de hipótese.
O requerente não tinha hipótese nem queria trabalhar com MVP; somente queria discutir, detalhar, decidir a ordem de liberação e compreender prazo para a entrega das funcionalidades. Mas, ele compreendia a importância de alinhar (ou melhor, criar junto) com a equipe sobre o plano a ser construído.
As atividades da Lean Inception influenciaram nossa agenda, mas ela foi alterada para atender esse caso específico. Por isso, mudamos o nome de workshop Lean Inception para workshop de evolução da plataforma XYZ (nome fictício). Afinal de contas, não foi uma Lean Inception.
Segue a agenda e a descrição das sessões:

– Kick-off – Abertura com apresentação de histórico e contexto de evolução deste produto.
– Visão do produto – Alinhamento e definição do que é o produto utilizando duas ferramentas chamadas de Elevator Pitch e É, Não é, Faz, Não faz.
– Riscos, Dependências, Premissas, Questões Chaves – este é outro momento de alinhamento, iremos pensar e colocar todos esses pontos em Post Its, e conversar sobre eles.
– Trade-Offs – Vamos conversar e entender prioridades relativas sobre os aspectos essenciais do nosso produto, especialmente, do ponto de vista de arquitetura e requisitos não funcionais (por exemplo: desempenho, usabilidade, confiabilidade, segurança, disponibilidade etc).
– Personas e Objetivos – Este é o momento para conhecermos o perfil das pessoas que são as principais usuárias e que serão beneficiadas com a evolução do produto. Definiremos também os principais objetivos.
– Funcionalidades – Faremos uma sessão de brainstorming para entender quais são as funcionalidades necessárias para que o produto possa gerar valor para “suas personas”, considerando também os principais objetivos que definimos.
– Revisão Técnica, de UX e Negócio – Iremos avaliar e detalhar cada funcionalidade sob as perspectivas de negócio, tecnologia e experiência do usuário.
– Sequenciador de Funcionalidades – Iremos organizar as funcionalidades em uma ordem de implementação para entrega de valor frequente, conforme a nossa estratégia de entrega do produto.
– Path to Production – Iremos pensar em nosso Caminho para a Produção de ponta a ponta, considerando vários aspectos, como arquitetura, qualidade e entrega contínua de software.
– Roadmap – Chegou o momento em que iremos construir o plano de trabalho, considerando funcionalidades, prazos e capacidade da equipe.
– Showcase – Esse é o grand finale! Apresentaremos nossos aprendizados e tudo que construímos. A apresentação será realizada pelo equipe do produto para todos stakeholders do produto (geralmente, as mesmas pessoas que participaram do kick-off)
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