Por Annelise Gripp*
Quando falamos “Gestão Ágil de Projetos” pensamos várias coisas como agilidade, projetos, ritos, ferramentas… Mas a verdade é que a base, o que é essencial, não pensamos. Talvez porque não temos esse conhecimento, ou porque não tivemos experiências para aprender.
A verdade é que a base, o alicerce da Gestão Ágil de Projetos é a #EngenhariadeSoftware! Sempre foi… A #Agilidade nasceu graças às dores, problemas e desconfortos que tivemos de 1980 a 2000 utilizando o Waterfall (metodologia cascata), onde tínhamos (e ainda temos) muita burocracia e impedimentos para conseguir entregar produtos, projetos e serviços com qualidade e no tempo de mercado. Falo sobre isso com propriedade, porque fiz parte não só do “desconforto” de trabalhar com Waterfall, como ter a oportunidade de encurtar as fases de desenvolvimento e entrega aplicando modelos iterativos de desenvolvimento.
Finalmente, em 2001, um grupo de profissionais, que como eu, não estavam felizes com o seu trabalho e suas entregas, resolveram aplicar boas práticas do Lean Manufacturing em Software (Manifesto Ágil). O objetivo era focar todo o processo nas pessoas comprometidas com o trabalho, para diminuir o desperdício de tudo que era usado para construir algo. Mas na manufatura o produto é um objeto, uma peça. O processo de desenvolvimento segue um padrão e pode ser replicado. Já na engenharia de software, nosso processo de desenvolvimento de um produto é praticamente artesanal, por envolver regras de negócio (que varia de acordo com a empresa e o mercado), lógica e tecnologias. Logo, tivemos que evoluir a engenharia de software criando novos métodos.
#Scrum, #Kanban, #Lean, #XP (Extreme Programming), #Management 3.0, são métodos que trouxeram mais eficácia e interação para o nosso dia a dia, pois são métodos de aprendizado emergente e colaborativo, excelentes para serem aplicados a times de desenvolvimento que possuem foco em criar, manter e inovar produtos e serviços.
Além dos métodos, a engenharia de software abraçou também boas práticas. #Design Thinking, #Brainstorming, #Lean Inception, #PBB (Product Backlog Building), #TDD (Test Drive Development), #BDD (Behavior Drive Development) são práticas usadas com os times de desenvolvimento para melhorar o entendimento sobre o produto, projeto ou serviço e melhorar a fluidez quanto ao desenvolvimento e entrega.
E, por último, não menos importante, saber gerir todo o processo, as pessoas e seus papéis e em que momento usar as boas práticas é EXTREMAMENTE IMPORTANTE nos dias de hoje. Líderes servidores, que possuem conhecimento e experiência em engenharia de software são poucos e quando são encontrados, tornam-se referências dentro da empresa por ter informações e comportamentos necessários num ambiente de transformação digital e ágil.
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Sobre a autora

Annelise Gripp: Há 28 anos, trabalha com Engenharia de Desenvolvimento de Software. Nos últimos 15 anos, se dedicou a agilidade, onde projetos, produtos e pessoas desenvolvem um trabalho juntos, com foco na qualidade da entrega. Hoje, como Consultora e Especialista em Transformação Digital e Ágil, seu trabalho consiste em expandir, compartilhar e aplicar seus conhecimentos, habilidades e experiências nas empresas públicas e privadas.





