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Arquitetura Mínima Viável (MVA)

O MVP permite que a equipe de possa entregar um produto nas mãos de usuários rapidamente, à um baixo custo. No entanto, essa velocidade precisa ser equilibrada com a sustentabilidade, e é aí que entra a Arquitetura Mínima Viável (MVA). Quanto mais cedo o produto for utilizado, mais se pode aprender com os usuários para melhorá-lo. A melhor maneira de aprender e evoluir é ouvir de usuários que utilizam o software, não de pessoas olhando para uma folha de papel em branco tentando visualizar como um sistema deve funcionar.

Um dos desafios que a abordagem MVP apresenta é de que ela pode levar à falta de uma arquitetura. Quando construindo um produto do zero, a pressa para entregá-lo pode vir ao custo de uma arquitetura sustentável. Deve haver balanço entre velocidade de entrega e qualidade. É necessária uma Arquitetura Mínima Viável — em inglês, Minimum viable Architecture (MVA). Isso implica em ser capaz de desenvolver novas features rapidamente e medir logo o seu impacto. A sua arquitetura precisa ser otimizada para isso.

mva-ptbr

Então, como definimos qual o MVA? Essas perguntas ajudam:

 

– Quantos usuários utilizarão o sistema no lançamento inicial? Nos primeiros 6 meses? Dentro de um ano?

– Os usuários iniciais serão internos, externos, ou ambos?

– Quantas transações por segundo esperamos no lançamento? Nos primeiros 6 meses? Dentro de um ano?

– Como os usuários começarão a utilizar o sistema?

– Qual o nível de segurança e auditabilidade exigido no lançamento? Dentro de 6 meses? Dentro de um ano?

 

Há diversas outras perguntas para guiar a discussão. Estas perguntas ajudam a equipe a definir os requisitos básicos para lançar no mercado. Embora não entre no mérito de definir uma arquitetura completa e perfeita para o produto final, isto é diferente de ignorar a definição de uma boa arquitetura. O foco é no quanto de investimento é necessário para lançar e, em seguida, definir um plano para evoluir a arquitetura conforme o número de usuários aumenta e requisitos são adicionados.

 

Tentar construir o sistema perfeito raramente é a abordagem correta. Vamos dizer que a resposta do dono do produto para estas perguntas sejam as seguintes:

 

– Haverá apenas cinco usuários internos nos primeiros três meses. Seis meses a partir de agora os nossos dois primeiros clientes externos estarão usando os sistemas em modo piloto. Um ano a partir de agora lançaremos o sistema para todos os clientes.

– No lançamento haverá uma quantidade trivial de transações. Daqui a seis meses o tráfego será moderado. No próximo ano, o tráfego será extremo.

– Inicialmente, adicionaremos usuários ao sistema através de uma interface. No futuro, os clientes terão gestão de ID self-service. Espero que isto aconteça em um ano a partir de agora.

– Nós só precisamos de segurança mínima para a primeira versão. Para o piloto, precisamos de segurança e auditoria completos.

 

Com base nessas respostas, muita discussão e definição pode ser adiada para após o lançamento da primeira versão. Por que gastar tempo na estratégia de cache agora, quando não vemos a necessidade no horizonte de um ano? Nós podemos colocar fora diversas tarefas de gerenciamento de ID para mais tarde também. Deve-se evitar discussões imediatas sobre requisitos que só virão no futuro, de forma que seja implementado apenas o estritamente necessário da melhor forma possível. É por isso que o MVA é tão importante.

 

Esta abordagem depende da disciplina e confiança entre o dono do produto e da equipe de desenvolvimento, para garantir que ambas obtenham os resultados desejados: o produto é entregue rapidamente com um sistema bem arquitetado e com pouca dívida técnica.

Seguem alguns links sobre MVA:

Leia mais sobre MVA e DevOps para MVP em DevOps para entrega de produtos enxutos

Paulo Caroli

Paulo Caroli is an author, speaker, and consultant specializing in agile transformations, Lean Inception, and OKRs. With over 30 years of experience—including nearly a decade in Silicon Valley and 18 years at ThoughtWorks—he has helped organizations transition from project to product and from strategy to execution. Creator of the Lean Inception methodology and author of bestselling books like Lean Inception and Team OKR, Paulo is dedicated to empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
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