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Como fazer MVP em projetos com um ciclo longo de aprovação?

Pergunta: Paulo, como aplicar essas ideias de MVP e inception se a minha empresa ainda tem ciclos longos para a aprovação de projetos?

 

Eu imagino que no futuro sua empresa, assim como a maioria das empresas de produtos digitais, não vai mais ter ciclos longos para aprovação de projetos.

Muitas praticas descritas no livro Lean Enterprise e similares livros precursores já serão utilizadas. Por exemplo, um portfólio de produtos baseado nos 3Hs, um estilo beyound budgeting para controle financeiro, talvez até contratos mais ágeis, mesmo para aqueles que precisam de mais controle na gestão de outsourcing.

A nossa indústria vai ter feito um shift de projetos para produtos. Talvez até mesmo de processo para produtos.

Mas a sua pergunta é muito válida, e específica para o mundo atual, aonde, em muitas empresas, ainda somos “projetizados” e temos longos ciclos de aprovação.

Visitei algumas grandes organizações, com perfil similar à sua, que queriam começar e trabalhar com MVP. Percebi que elas seguiram uma das seguintes  três formas:

1. MVP antes de ir para o departamento de TI

O time de marketing ou de produto vai testar a ideia antes de abrir um projeto. Constrói o MVP dentro de casa, sem depender da TI. Algo simples, mas que fornece subsídio para mostrar que o projeto merece atenção especial pois trará muito retorno (comprovado pelos resultados do MVP). Isso tem até um nome: Shadow IT.

2. Abre o projeto, e organiza ele em MVPs

Faz a inception enxuta, entende o plano de evolução do produto via MVPs. Depois controla o projeto de acordo com as entregas e os resultados dos MVPs.

Isso pode ser menos ou mais burocrático, dependendo do nível de maturidade Lean e Ágil da sua empresa.  Esse eBook — Enxugando a maquina –pode te ajudar a lidar com tal burocracia.

3. Cria uma fila, ou portfólio distinto para trabalhar com MVPs

Essa é minha opção preferida pois representa um passo inicial para alterar a gestão de portfólio, mudando o foco de projeto para produto.

Comece pequeno. Tenta separar uma fatia do portfólio para esse tipo de iniciativa: criação ou evolução de produto via MVP. Essa fatia é pequena. Esse portfólio é distinto. Não crie ciclos ou estruturas de aprovação burocráticas.

A aprovação para trabalhar num MVP deve ser bem mais rápida. Até por que ele é pequeno. Agora cabe a você mostrar logo o resultado desse MVP para colocar um novo pedido para outro MVP nessa fila.

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Paulo Caroli

Paulo Caroli is an author, speaker, and consultant specializing in agile transformations, Lean Inception, and OKRs. With over 30 years of experience—including nearly a decade in Silicon Valley and 18 years at ThoughtWorks—he has helped organizations transition from project to product and from strategy to execution. Creator of the Lean Inception methodology and author of bestselling books like Lean Inception and Team OKR, Paulo is dedicated to empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
O MVP Morreu?

O MVP Morreu?

O MVP Morreu? Não, Está Mais Vivo do Que Nunca! Apesar de muitos artigos anunciarem que o MVP morreu, o conceito de Minimum Viable Product continua essencial no desenvolvimento ágil de produtos. O MVP, popularizado pelo movimento Lean Startup, ainda é a melhor ferramenta para validar hipóteses rapidamente e aprender com o feedback do mercado. O que mudou foi o surgimento de novas siglas, como MLP e MMF, que tentam refinar o conceito, mas muitas vezes criam confusão. O problema não está no MVP em si, mas na forma como é aplicado. O MVP não morreu – ele evoluiu e continua sendo uma peça-chave na construção de produtos digitais de sucesso.

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