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Contratos ágeis por Eduardo Peres

contrato agil

Nesse vídeo Eduardo Peres explica três formas de contratos ágeis: Contrato por horas, Contrato por tamanho do software entregue (APF), e Contrato por feature de negócio, com preço fixo. Ele ainda explica a fase inicial de planejamento e explica como a mesma deve ser paga.

 

Segue uma transcrição de alguns momentos do vídeo.

Planejamento

A etapa de planejamento é mais curta, mas ela existe e é necessária.

Na etapa de planejamento definimos o escopo desejável.

Eu preciso entregar nesse prazo, isso aqui.

O planejamento da release aparece aqui. Quais são as features, quais são as user stories que eu já consigo enxergar, e vamos chegar ao escopo desejável.

Nós vamos saber que eu preciso entregar nesse prazo, isso aqui. Vocês vão ter exemplo de como conduzir isso na dinâmica do meu amigo Paulo Caroli, no DiretoAoPonto. Ele vai mostrar como organizar uma inception, uma forma de trabalho bem bacana para esta proposição.

Feito esse planejamento inicial a gente tem algumas formas que regem os nossos contratos:

Contrato por horas

O primeiro deles que eu gosto bastante é medido em horas. A gente contabiliza horas trabalhadas.

Nós fazemos um nível orçamentário, e mês a mês a gente contabiliza as horas trabalhadas e o cliente paga efetivamente as horas trabalhadas.

Contrato por tamanho do software entregue (APF)

O segundo tipo de projeto a gente trabalha por tamanho, por exemplo, por ponto de função. Eu dimensiono o trabalho, e não o valor do trabalho.

Como funciona: primeiro há um planejamento inicial onde se usa técnicas de pontos de função, e ao final de cada iteração se conta quantos pontos foram entregues. E o cliente paga os pontos entregues, software em funcionamento. O critério de avaliação do status do progresso é software funcionando, e não documento.

E o que é interessante é que esses pontos contados estão no nível da gestão do meu contrato. A minha equipe de trabalho não tem conhecimento desses pontos. A minha equipe de trabalho está definindo junto ao Product Owner o que é o valor e qual a sua capacidade de entrega, e está entregando valor ao final de cada Sprint. A minha equipe de gestão do contrato, que no caso é o PMO vai recolher no fim o que for entregue, vai contar os pontos, e vai cobrar do cliente.

A minha equipe está trabalhando com NoEstimate, com story points e tem autonomia para combinar os compromissos que eles vão assumir.

Um dos maiores absurdos que eu vejo é tentar tratar story points como pontos que vão ser negociados no contrato. Story points é medida do time, uma medida relativa onde cada time usa do jeito que lhe convém.

Contrato por feature de negócio, com preço fixo

Eu tenho essas necessidades de negócio. Quanto tempo você precisa, e quanto vai custar? O compromisso não é com os requisitos de software, o compromisso não é com a lista de casos de uso, o compromisso é com as features de negócio.

Cada feature de negocio pode ser implementada de diferentes maneiras. Daí eu preciso da flexibilidade de como a feature vai ser implementada. Esse é o projeto mais difícil de gerenciar.

 

Pergunta: Como pagar pelo planejamento?

  • Pagar por horas (40 hortas de trabalho da minha equipe), ou
  • Pagar um número fixo de pontos de função (4 pontos de função, que equivale a 40 horas), ou
  • Pagar 5% de toda a contagem (que pode dar um valor absurdo, muito maior do que deveria; nesse caso eu jogo o excedente em uma conta corrente do projeto).

 

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Paulo Caroli

Paulo Caroli is an author, speaker, and consultant specializing in agile transformations, Lean Inception, and OKRs. With over 30 years of experience—including nearly a decade in Silicon Valley and 18 years at ThoughtWorks—he has helped organizations transition from project to product and from strategy to execution. Creator of the Lean Inception methodology and author of bestselling books like Lean Inception and Team OKR, Paulo is dedicated to empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
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