Lean Inception: Saiba como alinhar pessoas e construir o produto certo

31 jan 2022 | Lean Inception

Potencializar o desenvolvimento de um produto de maneira assertiva e ágil é o desejo de qualquer organização e, consequentemente, do próprio time de lideranças e colaboradores.

Por essa razão, a aplicação de metodologias ágeis, como a Lean Inception, é fundamental, pois contribuem ao trazer melhorias na forma como o trabalho é feito e no relacionamento entre as pessoas, buscando a eficácia não apenas na criação, mas, também, na evolução e operação dos produtos.

Você vai ver a seguir mais detalhes sobre a Lean Inception e como alinhar pessoas e construir o produto certo, além de métodos ágeis que, utilizados de forma complementar à Lean Inception, poderão potencializar esses processos.

O que é Lean Inception?
Por que fazer uma Lean Inception?
Lean Inception: Quando usar?
Lean Inception: Quando não usar?
Quem pode participar de uma Lean Inception?
Como realizar uma Lean Inception?
Exemplo de agenda de Lean Inception
Exemplos de Lean Inception além da área de TI
O que acontece antes e depois de uma Lean Inception?
Lean Inception Remota
Lean Inception e Lean StartUp
Lean Inception e Design Thinking
Lean Inception e Design Sprint
Lean Inception e Produto Mínimo Viável (MVP)
Lean Inception e Scrum
Lean Inception e Product Backlog Building (PBB)
Lean Inception e Kanban
Lean Inception e SAFe
Lean Inception e OKR
Lean Inception e Mapeamento de Histórias
Quais as Certificações e Treinamentos Lean Inception?

 

O que é Lean Inception?

Lean Inception é um workshop colaborativo, que foi idealizado por Paulo Caroli, com o intuito de alinhar um grupo de pessoas sobre a proposta de solução a ser construída, ou seja, sobre o Produto Mínimo Viável (MVP).

Esse workshop compreende uma sequência de diversas atividades justamente para promover o alinhamento e definição de objetivos, estratégias e o escopo do produto. Junto a essas atividades, é feito o uso de técnicas de Design Thinking e Lean StartUp, como será visto a seguir.

Em resumo, enquanto a Lean Inception trata do alinhamento de um time sobre o produto, a solução a construir, outras metodologias ágeis como o Scrum e o Kanban auxiliam esse time a ser eficiente na forma de trabalhar.

VÍDEO: O que é uma Lean Inception?

 

Por que fazer uma Lean Inception?

A Lean Inception veio para fazer a diferença nas empresas, pois ajuda o time a ser eficaz por meio do alinhamento dos participantes sobre o produto, visando à solução do problema.

Nesse sentido, a Lean Inception foi criada, especialmente, para evitar o desperdício de tempo, de dinheiro e de recursos com a criação de produtos errados, pois de nada adianta essa criação com eficiência se o produto digital não possui eficácia, não é mesmo?

Você quer otimizar e direcionar o trabalho do seu time com eficácia? Então, faça uso da Lean Inception. Ela é útil quando o time precisa desenvolver um Produto Mínimo Viável (MVP) e evoluir um produto de forma iterativa e incremental.

A principal característica do MVP é identificar se vale a pena continuar com a construção do produto. Assim, são escolhidas o mínimo de funcionalidades que auxiliam a validar o que realmente faz sentido para os usuários.

Em se tratando de usuários, as famosas personas, é preciso entender quem são e de que forma o produto se adequa as suas realidades. Do mesmo modo, é importante definir de que maneira será realizada a medição sobre a real utilidade do produto para essas personas.

Criador do método e autor do best-seller Lean Inception: Como alinhar pessoas e construir o produto certo, Paulo Caroli destaca duas situações em que o uso da Lean Inception é valioso:

  • Grandes projetos usam as Lean Inceptions para começar a trabalhar de forma enxuta, entregando valor mais rápido e com maior frequência. O workshop ajuda a escolher e validar as funcionalidades que são realmente valiosas para seus usuários.
  • Organizações menores (como startups) usam as Lean Inceptions para pegar uma ideia que foi testada por alguns MVPs pré-software e a transformam em um produto de software.

Vale lembrar que o workshop trata, especificamente, de alinhar um grupo de pessoas sobre um MVP. O encaixe da Lean Inception em outras práticas como sessões de ideação, entrevistas com usuários, pesquisa de mercado, revisão de arquitetura, análise da concorrência ou o Business Model Canvas vai depender do contexto da organização e da iniciativa particular na qual você está trabalhando.

 

Lean Inception: Quando usar?

Existem muitas perspectivas quando falamos sobre quando fazer uma Lean Inception. Entre os exemplos, podemos citar:

– Ao fazer Lean StartUp – quando há vários experimentos, baseados no ciclo de Lean StartUp construir-medir-aprender. Em pedidos da área de negócios, validação de experimentos e pesquisas com usuários, por exemplo, são feitos experimentos para validar as hipóteses e, após, com o aprendizado construído, é indicado o uso de Lean Inception para decidir o Produto Mínimo Viável (MVP) para a construção do produto.

IMAGEM: Lean Inception e Lean StartUp.

 

 Dual track development – nesse caso, usa-se Lean Inception quando são feitas descobertas e entregas contínuas (continuous discovery e continuous delivery), assim, a equipe irá definir o próximo passo – MVP.

IMAGEM: Dual track development e Lean Inception.

 

– Projetos inovadores e com muitos impactos em seu negócio – especificamente nessa situação, se o nível de inovação e o impacto para o seu negócio forem altos, faça Lean Inception, pois será necessário alinhar um grupo de pessoas sobre o que será realizado.

Não indicamos Lean Inception para os casos em que há pouca inovação e muito impacto (cuidado para não inovar o que está trazendo sustento para a sua empresa e arriscar o sustento atual); muita inovação e pouco impacto (fazer mais descobertas, experimentações e ideações para gerar mais aprendizados) ou pouca inovação e pouco impacto em seu negócio (não desperdiçar o tempo).

IMAGEM: Lean Inception e Projeto inovador x impacto.

 

– Três horizontes da McKinsey (3Hs) o horizonte 1 é a “vaca leiteira”, o que está dando receita hoje para a empresa e, geralmente, não tem Lean Inception, pois é um produto já estável. O horizonte 2 são iniciativas que talvez virem “vaca leiteira”, vale a pena fazer Lean Inception para identificar a próxima direção, como mostrar resultado para fazer crescer o produto. E o horizonte 3 são os experimentos para gerar aprendizados, casos em que não é feita Lean Inception.

IMAGEM: Lean Inception e 3Hs.

 

– O segundo D do Diamante Duplo (Define) – Os quatro Ds do Diamante Duplo (Discovery – descoberta / Define – definir / Develop – desenvolvimento / Deliver – entrega) são um modelo do Design Thinking muito útil para os designers organizarem seus pensamentos a fim de melhorar o processo criativo. A Lean Inception é ideal para o segundo D – Define, quando você já entendeu a descoberta e irá definir uma proposta de solução para depois trabalhar na construção e na entrega.

IMAGEM: Lean Inception e Diamante Duplo.

 

– Depois de sessões de ideação ou experimentação – em Sprints de Experimentação e momento de ideação com muita geração de conhecimento e aprendizado, uma Lean Inception pode ser realizada para alinhar o plano de criação do produto baseado no MVP.

 

– Na fase inicial de um projeto – é indicado o uso de Lean Inception para auxiliar o time a dar um primeiro passo seguro e ter a certeza de que está indo na direção correta.

IMAGEM: Lean Inception e projeto inicial de uma empresa.

 

– No passo seguinte ao Business Model Canvas (BMC): O Canvas é um artefato que mostra a estratégia do negócio. Com essa estrutura definida, é indicada a Lean Inception para definir o Canvas MVP e o primeiro passo firme em direção à estratégia do seu negócio demonstrada no BMC.

IMAGEM: Lean Inception e Business Model Canvas.

>> Saiba mais: Você quer outros detalhes sobre quando fazer e quando não fazer uma Lean Inception? Assista nosso Fishbowl sobre esse assunto no vídeo a seguir:

VÍDEO: Fishbowl – Quando fazer uma Lean Inception? Quando não fazer? 

 

Lean Inception: Quando não usar?

Agora, você verá uma breve lista com alguns exemplos de quando não fazer uma Lean Inception. Confira:

  • Para Discovery e Research, pois são iniciativas para gerar aprendizado.
  • Para decidir um protótipo. Nesse caso, faça Design Sprint, que o workshop também tem a duração de uma semana.
  • Para alinhar vários times sobre um programa de trabalho. Você pode usar uma PI Planning para isso.
  • Para priorizar um portfólio de iniciativas. Aí, você deve usar os métodos WSJF ou RICE.
  • Para mapear detalhes técnicos de uma solução. Esse é um workshop mais técnico do que o da Lean Inception, logo, você deve organizar uma sequência de atividades técnicas.
  • Para definir o processo de trabalho de um time. Você pode realizar várias atividades para desenvolver isso, como, por exemplo, as do site FunRetrospectives.
  • Para planejar o backlog das Sprints em user stories. Aplique a técnica desenvolvida por Fábio Aguiar: o Product Backlog Building (PBB).
  • Para mapear as jornadas dos usuários em user stories. Nesse caso, também não deve ser feita uma Lean Inception, mas o User Story Mapping, do Jeff Patton.

>> Saiba mais: Quando fazer uma Lean Inception?  

 

Quem pode participar de uma Lean Inception?

Os participantes de uma Lean Inception são as pessoas do negócio, as pessoas que representam as necessidades do usuário (muitas vezes também fazem parte da equipe de design) e as desenvolvedoras. Essas devem participar de todas as atividades. No livro, Caroli chama essas de membros ativos.

Tem também as pessoas stakeholders (patrocinadores, usuários finais, jurídico, vendas e marketing etc). São as pessoas com interesse na Lean Inception, mas que não têm tempo de participar de todas as sessões. Essas devem participar do kick-off e do showcase, onde são, respectivamente, apresentadas as expectativas para a semana e o resultado obtido pelo time dedicado no workshop.

A Lean Inception também conta com uma participante fundamental: a pessoa facilitadora. Ela tem como missão dar suporte aos participantes do workshop para que eles possam participar efetivamente de cada atividade e interação planejada, dedicando-se ao processo e ao conteúdo, assegurando que este último seja gerado em conformidade com as expectativas e metas.

>> Saiba mais: Veja técnicas de facilitação para Lean Inception.

 

Como realizar uma Lean Inception?

Como visto anteriormente, a Lean Inception compreende uma série de atividades. Estas geralmente são programadas para ocorrer dentro de uma semana.

Quando tentei fazer em menos de uma semana, percebi que não conseguimos fazer um bom brainstorming e ter importantes conversas e alinhamentos antes de convergir e decidir o que é o MVP. Quando fiz em mais de uma semana, percebi que o resultado ia muito além do MVP, criando planos que não eram enxutos. Por isso que sempre defendo que a Lean Inception deve ser de uma semana”. Paulo Caroli

A lista a seguir foi criada para auxiliar o processo de planejamento da Lean Inception. Como pode ser verificado, ela compreende os seguintes itens:

  • Participantes selecionados e convidados;
  • Pessoa facilitadora;
  • Ambiente preparado para receber os participantes;
  • Template e material necessário para cada atividade.

IMAGEM: Checklist para a Lean Inception (disponível no livro Lean Inception – Como alinhar pessoas e construir o produto certo)

Abaixo, uma sequência de atividades típicas de uma Lean Inception. Essas atividades serão brevemente descritas no próximo item deste artigo denominado Exemplo de agenda de Lean Inception:

  1. Visão do produto
  2. É – Não é – Faz – Não faz
  3. Personas
  4. Jornada de usuários
  5. Brainstorming de funcionalidades
  6. Revisão Técnica, de UX e de Negócio
  7. Sequenciamento das Funcionalidades
  8. Canvas MVP

>> Saiba mais: Lean Inception – Começo pela fácil ou pela mais difícil? 

 

Exemplo de agenda de Lean Inception

Abaixo, temos uma sugestão de template de agenda Lean Inception. O modelo com essa sequência é recomendado, especialmente, se você deseja que o brainstorming (criação/ideação) de funcionalidades seja bastante influenciado pelas jornadas de usuários.

IMAGEM: Template agenda Lean Inception.

É importante lembrar que as sessões de atividades podem ser ajustadas de acordo com o seu contexto e ao longo da realização do workshop. Logo, a agenda sugerida possui flexibilidade.

 

SEGUNDA

MANHÃ: Kick-off (Compartilhar com os participantes as razões e expectativas das principais sponsors do negócio para este workshop, bem como a pessoa facilitadora relembrando a todas a agenda e as dinâmicas da Lean Inception) e Visão do Produto (entendimento da necessidade do produto, de forma colaborativa, com a participação de todas pessoas).

TARDE: O Produto É – Não é – Faz – Não Faz (Cada membro da equipe deve compartilhar o que entende sobre os objetivos do produto e isso deve ser discutido para que o time alcance um consenso sobre o que é realmente importante).

 

TERÇA 

MANHÃ: Persona (Para efetivamente identificar as funcionalidades de um produto, uma solução, é importante ter em mente os usuários e seus objetivos. Por isso, a definição das personas é fundamental).

TARDE: Jornadas do Usuário (realização da descrição da jornada do usuário, o percurso que ele faz por uma sequência de passos dados para alcançar um objetivo).

 

QUARTA 

MANHÃ: Brainstorming de Funcionalidades (descrição de uma ação ou interação de um usuário com o produto. Esse usuário está tentando fazer uma coisa, logo, o produto deve ter uma funcionalidade para isso).

TARDE: Revisão Técnica, de UX e de Negócio (Alinhar como a equipe se sente em relação ao entendimento técnico, a necessidade do usuário e o  entendimento de negócio para cada funcionalidade, bem como o esforço e a percepção de valor para o usuário e para o negócio associado à mesma).

 

QUINTA 

MANHÃ: Funcionalidades nas Jornadas dos Usuários (A jornada do usuário descreve o percurso de um usuário por uma sequência de passos dados para alcançar um objetivo. Alguns desses passos representam diferentes pontos de contato com o produto, caracterizando a interação do usuário com ele. Qual funcionalidade melhora a experiência do usuário? Em qual passo?).

TARDE: Sequenciador (A partir do conjunto de funcionalidades já levantadas e esclarecidas (inclusive visível nas jornadas e/ou em outros artefatos gerados nas atividades anteriores), precisamos elaborar um plano de entrega, coerente com o conceito de MVP).

 

SEXTA 

MANHÃ: Canvas MVP (Iremos deixar clara a proposta do MVP, o resultado esperado, as métricas recolhidas, as funcionalidades, o segmento de personas, as jornadas atendidas e o custo e cronograma para a entrega do mesmo).

TARDE: Showcase (Então, qual a proposta de solução? O que é MVP? Qual a estratégia de criação e evolução desta solução?). Agora é mais uma oportunidade de repensar se a proposta do produto, as personas, as jornadas, as funcionalidades e o MVP e seus incrementos ainda fazem sentido. Devemos simplificar o MVP de alguma forma? Devemos mudar alguma coisa? Seguimos com esta iniciativa?).

 

Exemplos de Lean Inception além da área de TI

Quando se fala em metodologias ágeis, muitas pessoas fazem associação direta com a área de desenvolvimento de software, tecnologia da informação. No entanto, a Lean Inception vai além dessas possibilidades, podendo ser aplicada em diferentes áreas como pode ser visto a seguir em dois cases: Programa Mestre do Sabor e Hospital Sírio Libanês.

– Mestre do sabor e a receita de sucesso para formar times (Globo.com)

O Mestre do Sabor, um reality multicanal de gastronomia, surgiu como uma boa oportunidade para combinar o melhor das competências de TV e internet da Globo. Foi quando as lideranças da empresa viram na Lean Inception uma oportunidade para promover o alinhamento em torno de um objetivo comum a todas as áreas: gerar mais valor para o consumidor na internet.

>> Saiba mais: Case Lean Inception no Mestre do Sabor. 

 

– A busca por resultados deve ser o objetivo de todos os integrantes de uma empresa (Hospital Sírio Libanês)

Neste caso, a Lean Inception mudou a visão de trabalho dentro do Hospital Sírio Libanês, proporcionando uma clareza muito maior do que precisa ser feito, resultados, prioridades, papel das pessoas envolvidas em cada etapa, o que pode ser descartado por não ter tanto valor e muito mais.

>> Saiba mais: Case Lean Inception no Hospital Sírio Libanês.

Gostou? Quer conferir outros cases de uso da Lean Inception? Acesse https://caroli.org/casos-lean-inception/ e veja detalhes sobre diversas iniciativas em que o método foi aplicado.

VÍDEO: Lean Inception funciona para produto físico (não digital)? Como lidar com prazos e restrições?

 

O que acontece antes e depois de uma Lean Inception?

O que vem antes e depois de uma Lean Inception depende de diversos fatores, como o contexto da sua organização e o que o grupo está buscando após o workshop. Mas, tem vezes que acontece um sanduíche com a Lean Inception: algo antes, a Lean Inception e algo depois. 

Clique nos links abaixo e confira exemplos de Lean Inception junto a outros métodos:

Design Sprint, Lean Inception e PBB

Business Model Canvas, Lean Inception e Kanban;

Data Mesh Accelerate Workshop, Lean Inception e Event Storming

PI Planning, Lean Inception, Ways of Working e User Story Mapping

Onboarding, Lean Inception, Sprint 0

>> Saiba mais: Exemplo do antes e depois de uma Lean Inception.

Lean Inception Remota

A realização de Lean Inception remota era vista, poucos meses após o início da pandemia de Covid-19, como algo desafiador. No entanto, em muitos casos, representa a única maneira de ter todo o time presente, mesmo que não seja fisicamente.

Um workshop remoto bem estruturado compreende um processo bem orientado (Lean Inception) e ferramentas para necessidades específicas, como, por exemplo: Zoom para a videoconferência, Mural para colaboração visual e FunRetrospectives para energizadores e retrospectivas remotas.

As Lean Inceptions remotas alcançam tanto sucesso quanto as Lean Inceptions presenciais! Aliás, em um novo mundo, com times ainda mais distribuídos, a importância do alinhamento inicial via a Lean Inception tornou-as ainda mais essenciais para alcançar o sucesso!

>> Saiba mais: Quais ferramentas eu usei na Lean Inception remota? 

VÍDEO: Como criar o mural para Lean Inception remota (a partir do template)?

 

Lean Inception e Lean StartUp

O Lean StartUp é uma abordagem baseada na realização de ciclos construir-medir-aprender, que proporciona muitos aprendizados e experimentos. Após alcançar o aprendizado e direcionamento de negócio via ciclos do Lean StartUp, é indicada a Lean Inception visando decidir qual será o primeiro passo para o Produto Mínimo Viável a ser construído almejando uma solução exitosa, a criação do produto e validação do product-market fit.

Desse modo, a partir da Lean Inception, teremos um plano efetivo para validar e experimentar (e seguir evoluindo no ciclo construir-medir-aprender): O que vamos construir neste MVP? Como medimos os resultados deste MVP? Que aprendizado ou resultado estamos buscando neste MVP?

>> Saiba mais sobre esse tema clicando aqui

 

Lean Inception e Design Thinking

Como vimos anteriormente, o Design Thinking é um método importante baseado no entendimento do usuário e de suas jornadas, sabendo ao final o que construir e para quem. Desse modo, temos o Diamante Duplo (os quatro Ds): Discovery – a descoberta, que abre muitas opções; Define – definir, que vai fechar a quantidade de opções e escolher qual delas você vai perseguir; Develop, o desenvolvimento; e o Deliver, a entrega.

Design Thinking e Lean Inception são complementares. No entanto, ela não é ideal para todos os momentos do Design Thinking, mas perfeita no segundo D, o Define, quando as opções serão fechadas com o entendimento da descoberta e você irá decidir o seu MVP, por onde começar e montar a proposta de solução que será desenvolvida e colocada nas mãos dos usuários, para validar logo o direcionamento do seu negócio.

>> Saiba mais: Design Thinking e Lean Inception, por Vinícius Nakamura. 

 

Lean Inception e Design Sprint

Assim como a Lean Inception, que tem como resultado final um plano para o MVP, o Design Sprint também é um workshop com uma agenda clara de cinco dias, mas para construir e testar um protótipo, o qual representa o seu resultado final.

Faça um Design Sprint para a ideação e, em seguida, uma Lean Inception para definir como começar a construir e validar o produto: o MVP. A questão é que, embora alguns usuários gostem do protótipo, isso não significa que os primeiros usuários irão usá-lo ou comprá-lo. Você ainda precisa validar seu produto.

VÍDEO: Lean Inception Vs. Design Sprint

Uma das principais diferenças entre os dois está no enfoque dos participantes. No Design Sprint, o enfoque está na equipe de design (um grupo de especialistas guiando a conversa, desenhando soluções, criando e testando protótipos). Na Lean Inception, não tem um viés específico de um grupo. Nem design,  nem negócio, nem desenvolvedoras. Na Lean Inception, as pessoas do negócio, as pessoas que representam as necessidades do usuário (muitas vezes essas pessoas também fazem parte da equipe de design) e as desenvolvedoras, todas juntas vão buscar a intersecção e decidir o caminho a seguir, guiados pelo MVP.

IMAGEM: Diagrama de Venn – Lean Inception.

>> Saiba mais: 3 diferenças entre Design Sprint e Lean Inception que você precisa saber

 

Lean Inception e Produto Mínimo Viável (MVP)

Do conceito em inglês Minimum Viable Product e, em português, Produto Mínimo Viável, o MVP é a forma com a qual times ágeis e startups criam, validam e evoluem seus produtos e negócios. A definição do produto ideal é fundamental para o sucesso do negócio, não apenas para satisfazer os clientes, mas, também, para atender as reais necessidades dos usuários.

Em uma Lean Inception, o resultado final é a definição de um plano para o MVP. Assim, ao seguir o passo a passo da Lean Inception e utilizando o Canvas MVP, você conseguirá alinhar, entender e criar o seu Produto Mínimo Viável.

>> Saiba mais: MVP: Conheça e saiba como usar o produto mínimo viável. 

Lean Inception e Scrum

O Scrum é considerado a metodologia ágil mais famosa e é dividido em ciclos denominados Sprints, que possibilitam aos times manter uma cadência de trabalho. O modelo também é usado visando organizar processos, eliminar gargalos e, ainda, evitar problemas futuros, sendo útil também em áreas além de software e tecnologia da informação.

Práticas modernas como a Lean Inception têm a função de complementar o Scrum, especialmente, nas questões referentes à busca da eficácia, ajudando a definir o que o time Scrum deve trabalhar. Após uma Lean Inception, quando um time precisa construir as funcionalidades do MVP, o Scrum é um excelente framework para auxiliar na gestão do time e acompanhamento do trabalho nesta etapa de construção.

>> Saiba mais: Lean Inception com Scrum.

 

Lean Inception e Product Backlog Building (PBB)

O método Product Backlog Building (PBB), desenvolvido por Fábio Aguiar, tem como principal objetivo auxiliar na construção e no refinamento do Product Backlog de forma colaborativa.

Sua dinâmica consiste em vivenciar, na prática, a elaboração desse backlog efetivo, envolvendo todas as pessoas que irão trabalhar no produto, esclarecendo as histórias de usuário e o backlog dos times. A ferramenta de facilitação usada no PBB é o chamado PBB Canvas.

Os dois métodos – Lean Inception e PBB – podem ser usados separadamente, no entanto, você pode fazer o “casamento” dos mesmos, aproveitando o melhor de cada um. Com a Lean Inception, você chega até o nível de funcionalidades e, com o PBB, é possível dar o próximo passo da Lean Inception: quebrar as funcionalidades em itens de backlog e escrever as histórias dos usuários.

VÍDEO: Lean Inception e PBB – com Fábio Aguiar.

>> Saiba mais: Lean Inception seguida pelo PBB. 

 

Lean Inception e Kanban

Idealizado por David J. Anderson, o Kanban, em resumo, é um método utilizado para gestão e otimização do fluxo de trabalho de um processo incremental e evolutivo. A iniciativa, influenciada pelo modelo Toyota Just-In-Time, se baseia em visualizar o fluxo de trabalho e, a partir disso, atuar no processo para não sobrecarregar os membros da equipe.

Desse modo, o Kanban apresenta três fases: a fazer (visualizar o trabalho), fazendo (limitar a quantidade de trabalho em andamento) e feito (seguir melhorando o processo). Enquanto que a Lean Inception ajuda um time a ser eficaz, alinhando pessoas sobre o produto, o Kanban auxilia esse time a ser eficiente na forma de trabalhar. Logo, o uso dos métodos também pode ser complementar.

>> Saiba mais: O que é Kanban? 

 

Lean Inception e SAFe

A PI Planning, do inglês Program Increment (PI) Planning, é um workshop colaborativo tipicamente de um dia, com a reunião de vários times para o alinhamento entre todos e, assim, decidir os trilhos em paralelo (depois os times devem decidir seus respectivos trens).

Diferentemente da PI Planning, a Lean Inception é um workshop colaborativo tipicamente de uma semana e com aproximadamente 12 pessoas – um único time, que decide o primeiro vagão (o MVP).

O planejamento de PI é fundamental para o SAFe (Scaled Agile Framework), um framework ágil em escala com o intuito de promover o alinhamento de equipes e fluxos de trabalho de forma ágil. Cada time após a PI pode realizar sua Lean Inception, definindo o MVP de cada uma das funcionalidades – que estavam com uma maior granularidade – provenientes da PI Planning.

>> Saiba mais: Lean Inception e PI Planning.

Lean Inception e OKR

Os OKRs, do inglês Objectives and Key Results ou em português Objetivos e Resultados-Chave, podem ser considerados uma bússola para a organização ou um time, permitindo a resposta para os seguintes questionamentos: Como focamos nos resultados e como alinhamos todos no trabalho em direção aos mesmos resultados?

Nesse sentido, os objetivos passam a se alinhar com as metas qualitativas em relação à visão – para onde queremos ir? – e os resultados-chave são resultados quantitativos mensuráveis ​​que trabalham em direção aos objetivos – como sabemos se estamos chegando lá?

A Lean Inception auxilia times que usam OKR, fornecendo um mapeamento claro entre os outcomes desejados, descritos no OKR, com os entregáveis – output – via MVP e funcionalidades.

>> Saiba mais: Conectando os pontos – Visão, OKR, Scrum e Lean Inception.

 

Lean Inception e Mapeamento de Histórias

A técnica Mapeamento de Histórias dos Usuários (em inglês User Story Mapping (USM), é uma iniciativa idealizada por Jeff Patton com o intuito de priorizar projetos ágeis de uma forma centrada na jornada do usuário.

O referido Mapeamento pode ser utilizado como uma ferramenta complementar à Lean Inception. Primeiro, é indicado que você execute sua Lean Inception e descubra o MVP para validar as hipóteses de negócios. Após, crie seu USM, pois ele irá te mostrar de que maneira cortar e construir seu MVP com histórias de usuários, baseado nas suas jornadas.

>> Saiba mais: Mapeamento de Histórias dos Usuários (USM) e a Lean Inception.    

 

Quais as Certificações e Treinamentos Lean Inception?

A Caroli.org possui duas Certificações na área de Lean Inception: Certified Lean Inception Trainer (CLT®) e Certified Lean Inception Facilitator (CLF®), respectivamente, para as pessoas treinadoras autorizados Lean Inception e para as pessoas que participam do treinamento Lean Inception.

Quanto aos Treinamentos Lean Inception, você tem duas ótimas opções: o Treinamento Lean Inception online e ao vivo e o Pocket Lean Inception, que é o treinamento gravado. Tem gente que faz um e depois o outro. A maioria das pessoas têm feito ambos.

O online e ao vivo possibilita a troca de experiências entre pessoas que estão buscando esse conhecimento. É lecionado por alguém de destaque da comunidade que tem facilitado Lean Inceptions. Com muito networking, você participa de uma Lean Inception simulada, com grupos de pessoas trabalhando em uma mesma visão de produto e com a oportunidade de sanar dúvidas no momento de cada aula.

No Pocket, além de possuir material extra sobre a história da Lean Inception, quando fazer, quando não fazer, detalhes sobre técnicas de facilitação, entre outros conteúdos, você tem a liberdade para assistir às aulas onde e quantas vezes você desejar, tendo em vista que é gravado.

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Caroli.org

A Caroli.org, com um excelente time e a integração de pessoas autoras, treinadoras, parceiras e demais colaboradoras, tem como missão principal compartilhar conhecimento e, dessa forma, contribuir para a transformação de um mundo melhor. Veja mais detalhes sobre nossos Treinamentos autorais e exclusivos, nossos Livros e muitos outros conteúdos em nosso Blog.
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