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Tipos de MVP

O assunto sobre Produto Mínimo Viável (MVP) é um tópico importante quando falamos em Lean Inception. Me perguntaram sobre os tipos de MVP e resolvi atualizar o conteúdo deste post, que escrevi ainda em março de 2016.

Entender e escolher os tipos de MVP pode acelerar o ciclo de aprendizado e levar ao aperfeiçoamento do produto de maneira eficaz. O MVP não é apenas um lançamento preliminar, mas uma estratégia de teste e aprendizado, essencial para qualquer projeto que busque sucesso e inovação contínuos.

MVP de Porta Falsa

Um MVP de Porta Falsa, ou The Fake Door MVP em inglês, é uma funcionalidade ou link que simula um novo recurso ou produto para medir o interesse do usuário antes de desenvolvê-lo de fato.

Exemplo: Um site de e-commerce adiciona um botão para “Compra com um clique”, mas, quando clicado, uma mensagem informa que o produto está “esgotado” e pede um e-mail para notificação.

Prós:

  • Baixo custo e rápido para implementar.
  • Mede o interesse do usuário sem desenvolver o produto.
  • Pode ajudar a coletar informações de contato para futuros lançamentos.

Contras:

  • Pode frustrar usuários se perceberem que o recurso não existe.
  • Não fornece feedback sobre a funcionalidade real do produto.

MVP de Teste A/B

No MVP de Teste A/B, você realiza testes comparativos entre duas versões de uma feature ou produto para identificar qual delas gera melhor resposta do público.

Exemplo: Um e-commerce testa duas versões de uma página de um produto, uma com muitas informações técnicas e outra com foco em avaliações de usuários para ver qual gera mais vendas.

Prós:

  • Fornece insights diretos sobre as preferências dos usuários.
  • Pode melhorar as taxas de conversão e a experiência do usuário.
  • Ajuda a tomar decisões baseadas em dados.

Contras:

  • Requer uma base de usuários suficiente para ser significativo.
  • Pode levar mais tempo para obter resultados confiáveis.

MVP de Landing Page

No MVP de Landing Page, uma página única na web é criada para descrever a proposta de valor de um produto e medir o interesse do público por meio de inscrições ou pré-registros.

Exemplo: Uma empreendedora cria uma landing page para testar sua ideia de um aplicativo de fitness e mede quantos visitantes se inscrevem para o “lançamento” do mesmo (ainda nem começou a desenvolver, somente anunciou).

Prós:

  • Fornece insights diretos sobre as preferências dos usuários. Pode melhorar as taxas de conversão e a experiência do usuário.
  • Ajuda a tomar decisões baseadas em dados.

Contras:

  • Requer uma base de usuários suficiente para ser significativo.
  • Pode levar mais tempo para obter resultados confiáveis.

MVP de Vídeo Explicativo

O MVP de Vídeo Explicativo é usado para apresentar o conceito do produto aos potenciais usuários e avaliar o interesse por meio de um vídeo explicativo.

Exemplo: Antes de construir o Dropbox, um dos fundadores gravou e divulgou um vídeo explicativo de como funcionaria o produto e pediu o e-mail de quem estivesse interessado no produto (e recebeu muitos interessados!).

Prós:

  • Pode viralizar e alcançar uma ampla audiência rapidamente.
  • Explica o conceito do produto de forma clara e envolvente.
  • Cria expectativa e antecipação antes do lançamento.

Contras:

  • Pode ser caro e demorado para produzir um vídeo de alta qualidade.
  • Não fornece feedback sobre a experiência real do usuário com o produto.

MVP Campanha de E-mail

Uma campanha de e-mail é enviada para uma lista de contatos selecionados com a intenção de validar o interesse em um produto ou serviço.

Exemplo: Eu enviei um e-mail para os assinantes da minha Newsletter com uma proposta de novo treinamento e medi quantas pessoas clicaram para saber mais.

Prós:

  • Acesso direto a um público já interessado.
  • Baixo custo e pode ser altamente segmentado.
  • Facilita a medição do interesse por meio de taxas de clique.

Contras:

  • Pode ter taxas baixas de abertura e clique.
  • Difícil escalar sem uma lista de e-mail grande e engajada.

MVP Uma Funcionalidade

O MVP Uma Funcionalidade foca em desenvolver e aperfeiçoar apenas uma funcionalidade principal que resolve um problema específico do usuário.

Exemplo: Um aplicativo de notas lança com apenas uma característica principal, a sincronização em tempo real, antes de adicionar outras funcionalidades.

Prós:

  • Concentra-se em fornecer valor imediato ao usuário.
  • Permite aperfeiçoar uma funcionalidade até que ela esteja perfeita.
  • Reduz a complexidade do desenvolvimento.

Contras:

  • Pode não representar o conceito completo do produto.
  • Usuários podem não entender a visão total apenas com uma funcionalidade.

MVP Fatia Fina

MVP Fatia Fina (ou “Thin Slice MVP”, em inglês) consiste em construir uma versão muito simples do produto que atravessa todas as camadas do processo ou sistema. Em vez de focar em uma única funcionalidade, como no MVP de Uma Funcionalidade, o MVP Fatia Fina busca entregar um fluxo de trabalho completo de ponta a ponta, mas faz isso de forma mais simplificada.

Exemplo: Um site de comércio eletrônico inicia com um MVP Fatia Fina, oferecendo um único produto, uma página de detalhes do produto, um processo de checkout simples e uma confirmação de pedido. Mesmo sem recursos avançados como lista de produtos, categorias de produtos, recomendações de produtos, avaliações de clientes ou integrações com sistemas de logística, os clientes podem ainda assim realizar uma compra do início ao fim, permitindo à empresa validar o processo de compra e a demanda do mercado.

Prós:

  • Entrega uma experiência de usuário completa, embora simplificada.
  • Permite validar cada parte do processo de ponta a ponta.
  • Oferece valor real ao usuário desde o início.

Contras:

  • Pode exigir mais trabalho que outros tipos de MVP para ser implementado.
  • A simplificação excessiva pode não capturar a essência da ideia completa.

MVP de Pré-venda

Um MVP de Pré-venda oferece o produto para venda antes dele estar disponível, com o objetivo de validar a demanda.

Exemplo: Um estúdio de jogos abre pré-vendas para um novo jogo de videogame e utiliza os números para ajustar a produção e o marketing.

Prós:

  • Gera receita antecipada e valida a demanda do produto.
  • Pode financiar o desenvolvimento do produto.
  • Constrói uma base de usuários antes do lançamento.

Contras:

  • Requer um produto ou conceito suficientemente atraente para convencer os usuários a pagar antecipadamente.
  • Pode criar expectativas que, se não forem atendidas, resultarão em insatisfação dos clientes.

MVP Concierge

No MVP Concierge, o serviço é oferecido e operado manualmente para simular a experiência do produto final e validar a ideia de negócio.

Exemplo: Uma empresa que planeja lançar um serviço de assessoria de investimentos oferece consultas personalizadas antes de desenvolver uma plataforma automatizada.

Prós:

  • Testa a proposta de valor sem o desenvolvimento completo do produto.
  • Permite um feedback detalhado e pessoal do usuário.
  • Pode ser altamente personalizado para o usuário.

Contras:

  • Não é escalável; requer muito esforço manual.
  • Pode ser difícil replicar a qualidade do serviço quando automatizado.

MVP Mágico de Oz

O MVP Mágico de Oz cria a ilusão de um produto ou serviço totalmente funcional, mas as operações são realizadas manualmente por trás das cortinas.

Exemplo: Uma startup lança um produto de receitas a partir de uma lista de ingredientes, começa com uma pessoa recebendo o pedido e, manualmente, buscando receitas online e as enviando por e-mail.

Prós:

  • Cria a experiência completa do usuário sem a necessidade de um produto automatizado.
  • Permite testar e refinar a ideia antes de investir em tecnologia.
  • Pode validar a solução de problemas complexos com uma interface simplificada.

Contras:

  • Altamente dependente do trabalho manual nos bastidores.
  • Pode ser insustentável a longo prazo e difícil de escalar.
  • Os usuários podem se sentir enganados se descobrirem que o serviço é manual.

 

Confira o artigo completo sobre MVP.

Paulo Caroli

Paulo Caroli é um apaixonado por inovação, empreendedorismo, produtos digitais, processo, pessoas e transformação. Como autor do best-seller “Lean Inception” e facilitador de workshops estratégicos, sua contribuição tem sido fundamental para o avanço de práticas ágeis em diversas organizações. Como autor, palestrante, consultor e facilitador, Caroli já ajudou muitas pessoas, times e organizações a desbloquear ideias e aprimorar a forma de trabalhar, inspirando muitos a buscar o sucesso em suas próprias trajetórias profissionais.
Tens uma ideia de produto?

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O artigo ressalta a limitação de planejar e desenvolver um produto completo como método para testar um modelo de negócios ou ideia. Em vez disso, destaca a importância de validar hipóteses através do conceito de MVP (Minimum Viable Product). Ao compartilhar a experiência dos empreendedores cariocas com o Easy Taxi, enfatiza a crucial aprendizagem com usuários reais. O autor também menciona seu projeto, iChooseThisOne.com, como um valioso exemplo de MVP, mesmo sem alcançar o sucesso. O texto sublinha que o sucesso frequentemente exige ajustes e correções de curso, ressaltando a necessidade de um aprendizado contínuo.

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O tempo disponível para emplacar um produto de sucesso é curto. Se você não o fizer, alguém vai fazer. O maior erro é exagerar e se apressar para elaborar e criar todo o produto. Por exemplo, contratar mais gente, planejar todo o produto, trabalhar 14 horas por dia (incluindo fim de semana e feriados).

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