Pergunta: Tenho sentido uma certa resistência/ceticismo dos devs aqui em relação a esse processo de inception enxuta aplicado a algo tão técnico e tão diferente de um produto comum para o usuário final. O resultado da nossa inception deveria ser uma API. É difícil, nesse momento, imaginar mais de uma persona, por exemplo.
Resposta: Essa resistência é bem normal.
A metodologia da inception enxuta é muito ampla. O que acaba acontecendo é que as funcionalidades podem variar de um contexto mais, ou menos técnico, dependendo do “produto” e dos participantes da inception. Personas e Jornadas flutuam nesse contexto também. As vezes personas vão mais para o lado dos clientes, outras para o lado dos usuários (internos ou externos). Por vezes devemos considerar ambos –usuários e clientes; assim conseguimos ter um melhor contexto, logo maior alinhamento. É caso a caso mesmo. Vai depender da inception e dos participantes em questão. Todos juntos trazendo suas dúvidas e convicções.
Coloco “produto” entre aspas pois temos muitos tipos de produto: app, api, framework, plataforma, serviço, etc.
MVP também ajuda com essa indagação. O MVP é que o fizer sentido para essa equipe específica, independente se estamos criando API, plataforma, serviço, etc. A questão vai ser em responder o que é o mínimo viável. E o quão frequente teremos entregáveis para validar o direcionamento (hipóteses definidas em forma de MVP).

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