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[Lean Inception] Devo fazer Inception para um produto tão técnico? (tipo uma API)

Pergunta: Tenho sentido uma certa resistência/ceticismo dos devs aqui em relação a esse processo de inception enxuta aplicado a algo tão técnico e tão diferente de um produto comum para o usuário final. O resultado da nossa inception deveria ser uma API. É difícil, nesse momento, imaginar mais de uma persona, por exemplo.

Resposta: Essa resistência é bem normal.

A metodologia da inception enxuta é muito ampla. O que acaba acontecendo é que as funcionalidades podem variar de um contexto mais, ou menos técnico, dependendo do “produto” e dos participantes da inception. Personas e Jornadas flutuam nesse contexto também. As vezes personas vão mais para o lado dos clientes, outras para o lado dos usuários (internos ou externos). Por vezes devemos considerar ambos –usuários e clientes; assim conseguimos ter um melhor contexto, logo maior alinhamento. É caso a caso mesmo. Vai depender da inception e dos participantes em questão. Todos juntos trazendo suas dúvidas e convicções.

Coloco “produto” entre  aspas pois temos muitos tipos de produto: app, api, framework, plataforma, serviço, etc.

MVP também ajuda com essa indagação. O MVP é que o fizer sentido para essa equipe específica, independente se estamos criando API, plataforma, serviço, etc. A questão vai ser em responder o que é o mínimo viável. E o quão frequente teremos entregáveis para validar o direcionamento (hipóteses definidas em forma de MVP).

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Paulo Caroli

Paulo Caroli is an author, speaker, and consultant specializing in agile transformations, Lean Inception, and OKRs. With over 30 years of experience—including nearly a decade in Silicon Valley and 18 years at ThoughtWorks—he has helped organizations transition from project to product and from strategy to execution. Creator of the Lean Inception methodology and author of bestselling books like Lean Inception and Team OKR, Paulo is dedicated to empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
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