Eu sou o Paulo Caroli e este é o Podcast Mínimo Viável, onde compartilho conhecimento sobre as novas relações de trabalho e, assim, contribuo para a transformação de um mundo melhor.
Neste episódio do Podcast Mínimo Viável, você vai aprender um pouco mais sobre a área de Recursos Humanos. Os profissionais Marcela Azevedo, Paola Jagher, Sabrina Vasconcellos, JP Coutinho, Ana Cláudia Mendonça e Vladson Freire, com toda sua importante experiência, respondem por que acreditam que o RH precisa evoluir e explicam o que é um RH Ágil.
Facilitadora Duda Chaieb lê a pergunta recebida: “Por que o RH precisa evoluir?”
Paola Jagher: Legal, Duda é um prazer está aqui, uma honra poder compartilhar e aprender e essa pergunta quando eu vi ali me intrigou. Acho que antes até eu acho que vou me apresentar, desculpa gente, aqui já fui falando, estou com tanta vontade de compartilhar.
Mas, eu me chamo Paola, eu trabalho na área de Recursos Humanos e gerencio uma área de atração de talentos e mobilidade internacional no Grupo Volvo aqui no Brasil. Eu estou nessa jornada ágil há pouco tempo e super feliz de estar aqui. Bom, para falar sobre isso né, sobre essa evolução, eu acho que é importante a gente só contextualizar tudo o que tem acontecido no mundo, nas organizações e com o RH não tem sido diferente.
Então, eu acho que o mindset ágil, a cultura do ágil pode nos dar, tem nos trazido já algumas respostas de como acompanhar e até estar na vanguarda de alguns desses movimentos que a gente tem vivido no mundo né, não só no Brasil, não só nas organizações que a gente aqui faz parte.
Eu acho que pensar em mindset ágil que tem tudo a ver com o que a gente tem vivido hoje né, da gente ser mais assertivo, da gente otimizar tempo, recurso, da gente trabalhar de forma colaborativa através das pessoas, com as pessoas, então, eu acho que o mindset ágil, a cultura ágil vai nos trazer uma série de elementos que podem contribuir para essa evolução e não só para organizações caminharem, mas acho que, como seres humanos, a gente ser melhor. Então, eu acho que é um pouquinho da minha contribuição aqui, Duda.
Marcela Azevedo: Legal, vou pegar um pouquinho antes de passar para a próxima. Acho que um ponto que eu quero ressaltar é o seguinte, primeiro, o RH Ágil não descaracteriza o RH tradicional. O RH Ágil é uma evolução ou uma complementação do RH tradicional. O que acontece? O mundo está mudando, automaticamente, para acompanhar essa mudança do mundo, as empresas precisam mudar.
Quando as empresas mudam para fazer com que a empresa consiga entregar esses valores em meio a tantas mudanças. as pessoas precisam mudar. Para que a gente ajude as pessoas a mudar numa velocidade constante, entregando valor é onde a gente traz as ferramentas do ágil, o mindset ágil, a forma de pensar e a forma de atuar para dentro das empresas. Então, é para isso, ou seja, o RH Ágil, o RH precisa evoluir para entregar o valor nesse mundo em constante mudança.
Sabrina Vasconcellos: Bom, legal, acho que chegou a minha vez agora de contribuir um pouquinho. Vou me apresentar também, eu sou Gerente de People Analytics do IFood. A gente já atua aqui com RH Ágil e por que o RH precisa evoluir? Essa pergunta ela é bem provocativa e a gente é complementando aí o que a gente já está trazendo é crucial a gente ter esse mindset olhando muito para a transformação digital e tendo o RH Ágil com seus frameworks de drives ali para que isso realmente aconteça.
Olhando muito no contexto de inovação e de várias tendências que já são levantadas aí como cruciais para essa evolução e uma delas é o mindset aí, a maneira que a gente pensa, a maneira que a gente atua, a cultura ágil, a cultura digital, a cultura da transformação isso está tudo interconectado aí para que a gente realmente, acho que até no cenário que a gente está vivendo, isso se tornou cada até mais relevante do que era antes.
Então, acredito que essa evolução ela já está acontecendo, de forma cada vez mais intensa e ter o RH Ágil como seus frameworks, como esses drives para realmente conseguir fazer acontecer essas entregas de valor faz toda a diferença. Aqui com meu time a gente atua com ágil e a gente tem esse olhar muito de fazer uma entrega, não só ficar resolvendo o problema todo dia, mas fazer uma entrega e, para isso, a gente tem que ter esse foco de evolução, esse movimento de evolução, esse foco no que a gente pode ter de impulsionadores para que isso aconteça. Acho que estar atualizado, estar antenado é um bom começo aí no assunto que a gente está trazendo.
Facilitadora Duda Chaieb lê a pergunta recebida: “O que de fato é um RH Ágil?”
Ana Cláudia Mendonça: Bom gente, quanto a essa pergunta né, o que é RH Ágil? Quando a gente ouve isso a gente traz muitas questões de letrinhas, frameworks, modelos, mas antes da gente chegar nisso, eu entendo e eu vejo o RH Ágil como um estado de ser. Você não é, é um estado de ser, é uma forma de você pensar sabe.
Quando você começa a entender quais são os mecanismos que estão por trás, quais são os valores, quais são os princípios que sustentam a agilidade, aquilo começa da mesma forma que um valor seu incorporado na sua pessoa, aquilo começa a fazer parte da sua atuação profissional como RH. Então, o RH é muito mais ágil né, é muito mais uma forma de pensar e daí essa forma de pensar se desdobra nos seus processos de trabalho de RH, nas suas práticas, nas ferramentas que você tem e impacta a cultura, do que um modelo de ah esse quadrado é que a gente vai implementar.
Então, é muito mais algo orgânico e que eu acho que duas palavras que eu gostaria muito de ressaltar nisso né, que eu acho que o JP vai falar um pouquinho dos valores aí é: cliente e valor. Ou seja, quando foi falado né no episódio atrás, anterior, essa entrega tem que ser olhada para esse cliente, para as pessoas, colocando as pessoas no centro e em uma entrega que, geralmente, que realmente seja uma entrega valorosa, uma entrega de valor, uma entrega que vai fazer a diferença para aquele cliente.
JP Coutinho: Eu gosto de dizer sempre que o RH Ágil é aquele que constrói para as pessoas, mas, também, com as pessoas. É o RH que sai do pedestal de que sabe tudo, de que é dono da verdade, para conseguir colaborar de fato né e trazer as pessoas para essa construção. Ouvir de verdade a necessidade dos negócios, dos executivos, dos líderes, das pessoas, para poder fazer essa construção.
Eu acho que têm algumas características que tangibilizam esse jeito de pensar que a Ana falou né, esse mindset, então, a gente conseguir dar passos pequenos em relação aos objetivos, trabalhar essa coisa da cocriação, da colaboração, ser uma área que promove segurança psicológica, ainda mais nesses tempos que nós estamos vivendo né, de tanta incerteza, de tanta complexidade, então, um RH que fomenta isso entre as pessoas, um RH que desenvolve lideranças com um outro jeito de pensar que não é o líder do comando e controle, aquele líder eu mando e você obedece.
Eu acho que é um RH que consegue olhar para as soluções, para os produtos que ele entrega e trazer métricas, trazer dados do quanto aquilo que ele está fazendo está funcionando, está de fato resolvendo uma dor do cliente, do negócio, entregando valor para o negócio como a Ana disse. Então, no meu olhar, é um RH que consegue fazer diferente, fazer diferente daquele jeito que muitos de nós que estamos aqui fizemos até então. Aquele jeito tradicional, como uma área com muitas normas, regras, políticas, que só diz não, que só atrapalha o jogo ao invés de ajudar.
Vladson Freire: E aí, conectando JP com isso, eu acho que a gente tem esse olhar que a Aninha trouxe do cliente no centro, do usuário no centro e o que me espanta apoiando né, eu como agile coach ajudando organizações e as pessoas nesse movimento, me espanta que, às vezes, quando a gente encontra o time de produtos, de tecnologia, eles têm uma distância do cliente e área do RH sempre esteve muito próxima do cliente, mas ela não esteve aberta a tentar entender e como conseguir perceber a real necessidade que aquelas pessoas precisam, sentem de como ela entregaria esse valor pra ela.
Então, o RH Ágil significa estar aberto a conseguir ouvir de fato as pessoas da organização para conseguir entender as reais necessidades que elas possuem. Eu acho que esse olhar do cliente, esse olhar próximo, esse olhar da gente se abrir ajuda muito a conectar e alimentar o RH de informações para que ela consiga ser muito mais assertiva nas entregas, na resolução dos problemas que elas têm.
O RH é muito de tudo que vocês falaram, é esse estado de espírito de estar aberto, de entender que o outro tem a contribuir e de que eu preciso falar a linguagem do meu cliente, falar a linguagem do meu usuário. Às vezes, a gente se depara com situações onde aquilo era algo que foi feito do RH para o RH e, consequentemente, as pessoas não conseguem conectar aquilo e usar e sentir como aquilo resolve o problema delas.
JP Coutinho: O que acontece, o que a gente vê hoje é que muitas áreas ainda criam produtos, serviços que são grandes elefantes brancos né gente, que ninguém usa , que o RH fez para ele mesmo e aí fica aquele elefante branco, gastou um caminhão de dinheiro para fazer um sistema, alguma coisa super diferente que ninguém usa e de fato não foi ouvir. Então, tem uma coisa que eu acho legal é que o RH precisa aprender a ser um pouco mais simples.
Simples nas soluções que entrega né. Então, trabalhando com MVPs com coisas pequenas, ao invés de querer fazer tudo de uma vez, tudo grande, aí quando vai entregar já não serve mais. Então, é uma realidade que muitas empresas ainda vivem hoje.
Ana Cláudia Mendonça: Uma questão mais incremental né João, mais incremental um pouquinho assim né.
JP Coutinho: Que vai entregando, que vai ouvindo o feedback do cliente e vai melhorando e vai evoluindo, transformando. Então, eu fico sempre pensando que ainda tem muito espaço para o RH fazer diferente né e, quando nós estamos falando de transformação organizacional, é uma área que precisa catalisar esse pensamento, então, mas para poder catalisar, ela também precisa fazer, precisa fazer aquilo que ela prega.
Então, eu fico pensando que o RH do futuro é esse RH que consegue olhar para agilidade e trazer para os produtos e para os serviços de gente. E a agilidade, por isso que eu não falo de métodos ágeis, não estou falando de framework, eu estou falando de agilidade de mindset, acho que isso é o mais importante.
Vladson Freire: Só pra fechar JP, acho que você trouxe um ponto super importante. Se a gente for analisar, muitas das coisas que o RH se propôs a fazer durante muito tempo foi ser parceiro do negócio, foi conseguir ajudar o negócio na sua evolução e, se o negócio hoje está numa dinâmica diferente, o RH precisa entender como essa dinâmica funciona para que ele, de fato, consiga continuar sendo um parceiro estratégico para o negócio. E aí tudo o que vocês falaram é exatamente o que a gente faz fora do RH e o RH precisa estar conectado. Eu queria fazer esse fechamento.
Ana Cláudia Mendonça: E trazer né, só para fechar mesmo ainda, para trazer os conceitos de RH para organização e para agilidade também né. Trazer esses conceitos que a gente tem né, do Talent Acquisition, de todos esses conceitos que a gente já faz os processos de RH para, também, trazer para a agilidade para que a gente possa desenvolver uma cultura organizacional mais voltada para isso né. Vamos lá.
E aqui o episódio de hoje. Espero que você tenha gostado. Eu te peço para se inscrever e recomendar esse podcast na sua plataforma de podcast preferido, como Spotify e YouTube, e nas redes sociais. Ou, como eu prefiro: recomende aos amigos. Assim, você me ajuda com a missão de compartilhar conhecimento sobre as novas relações de trabalho, de forma a contribuir para a transformação de um mundo melhor.
>>> Temos mais uma novidade: se você gostou desse episódio, escreva um review na sua plataforma de podcast preferida e nos envie um e-mail com um print para [email protected]. Os cinco primeiros e-mails vão ganhar um livro a sua escolha.
Notas do episódio:
Festa de Lançamento Virtual do Livro Repensando o RH: Ágil, Diverso e Exponencial, de JP Coutinho
Novidade: Treinamento Rethinking HR – em breve agenda liberada
>> Adicione nosso podcast a sua playlist





