Outro dia, uma reporter me fez a seguinte pergunta: Qual o maior desafio atualmente para inovar e criar produtos e serviços disruptivos?
Segue a minha resposta:
O passado e o futuro. Precisamos desaprender o que usamos no passado, todo aquele aparato que nos ajudou, e que nos trouxe até aqui, ao presente. Mas que agora já está obsoleto. O contexto mudou, muito!
É como Clayton Christensen descreveu de forma tão clara no seu livro, o dilema do inovador: As empresas buscam “inovações sustentáveis” nas camadas mais altas de seus mercados, porque isso é o que historicamente as levou ao sucesso: ao cobrar os preços mais altos para seus clientes no topo do mercado, as empresas alcançarão a maior lucratividade. No entanto, ao fazê-lo, as empresas inadvertidamente abrem as portas para “inovações disruptivas” no fundo do mercado, onde surge uma nova população de consumidores na base de um mercado de acesso a um produto ou serviço que era historicamente acessível apenas aos consumidores com muito dinheiro ou muita habilidade. Essa é a “inovação disruptiva”.
Você precisa agradecer ao passado, mas ter muito cuidado para não ficar preso nele. Agradeça o ao passado, mas prepare – seu produto, seu negócio– em direção ao futuro.
Mas o futuro…. Esse é o outro maior desafio. O futuro é VUCA (Volatil, Uncertain – Incerto–, Complexo e Ambiguo), e isso nos gera angústia.
Essa angústia gera medo (para quem teme o futuro) ou heróis (para aqueles que pulam de cabeça e depois levantam demonstrando que conseguiram). Inovar não é sorte, nem heroísmo.
Idealise o futuro, mas trabalhe para o presente. Crie um MVP e aprenda. Daí você evolui, dia a dia, produto a produto.

Construir, medir, aprender. A inovação não é um salto enorme (de super-heróis) em direção ao futuro, mas sim uma série de pequenos passos, pequenas validações que irão ou criar ou corroborar para o futuro.
Faça uma Lean Inception e dê um passo pequeno na direção do seu futuro glorioso.






