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Ser, estar e ter autonomia por Marina Moschetta

Marina Moschetta, uma líder servil da ThoughtWorks Brasil,  compartilha alguns aprendizados e ideias sobre autonomia, baseados nos seus estudos e no dia a dia como Scrum Master/Gerente de um time ágil (e autônomo).

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Ela resume o assunto com três verbos: SER, ESTAR, e TER autonomia:

 

  • Estar. Eu estou comprometida com a visão ou propósito (do produto, projeto, sociedade, empreendimento…);
  • Ser. Eu sou responsável pelo sucesso dessa visão, e tenho plena consciência da minha contribuição para o alcance dessa visão;
  • Ter. Eu tenho senso crítico para tomada de decisão, e consciência das minhas limitações cognitivas.

 

Marina defende que padrões e regras são construídos e usados como parte da visão ou propósito, e compartilha alguns exemplos práticos sobre autonomia na sua equipe atual.

 

Exemplo 1: ter senso crítico

Cada integrante da equipe (que desenvolve o produto X) tem senso crítico para o desenvolvimento e proposições de soluções. Essa equipe usa standards de dados, ferramentas e processos apenas para garantir que o produto atenda às necessidades do cliente.

 

Exemplo 2: ser responsável

A saída (roll-off) de cada pessoa desta equipe é de responsabilidade individual. Cada integrante da equipe deve ser responsável por sua contribuição para a equipe e senso crítico para levantar os riscos e impactos de sua saída, e assim definir um plano de ação para mitigação dos mesmos. Desde encontrar alguém para assumir seu papel, definir melhor a data para sua saída e conversar com o cliente, até a passagem de conhecimento e contexto do projeto para o restante do time.

 

Exemplo 3: Estar comprometida

Eventos, reuniões e workshops externos ao projeto não devem ser obrigatórios. Cada integrante da equipe deve estar comprometido com a visão e propósito do projeto, deve ter consciência do seu papel e da sua contribuição para o sucesso dessa visão, além de ter senso crítico para a análise da necessidade desse evento, reunião  ou workshop. Cada integrante é plenamente responsável por suas ações, possui consciência de suas limitações e da necessidade de pedir apoio na tomada de decisões.

 

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Paulo Caroli

Paulo Caroli is an author, speaker, and consultant specializing in agile transformations, Lean Inception, and OKRs. With over 30 years of experience—including nearly a decade in Silicon Valley and 18 years at ThoughtWorks—he has helped organizations transition from project to product and from strategy to execution. Creator of the Lean Inception methodology and author of bestselling books like Lean Inception and Team OKR, Paulo is dedicated to empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
A Importância dos Decision Records

A Importância dos Decision Records

Neste artigo, exploro o conceito de Decision Records, inicialmente conhecido como ADR (Architectural Decision Record), que aprendi durante minha experiência como desenvolvedor de software. Esses registros são essenciais para ajudar novos integrantes de um projeto a compreender as decisões passadas e os motivos por trás delas. Como empreendedor da Caroli.org, implementei o uso de Decision Records para garantir transparência e aprendizado contínuo na organização. O registro captura informações como data, área, título, status, prazo, contexto, decisão e consequência. Além disso, compartilho um Google Sheet para facilitar o uso dessa prática.

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