Já pensou nisso? Na arquitetura de um software sem seu estado final.
Eu já fui chamado de arquiteto de software, e te digo que não pensava assim.
Mas o mundo mudou. E muito.
A uma década atrás falávamos muito sobre a arquitetura evolutiva, aquela que ia evoluindo até alcançar seu estado final.
Mas isso estava equivocado.
Essa frase — Arquitetura sem um estado final – é o título do workshop do magnífico Michael Nygard, autor do livro Release It! Design and Deploy Production-Ready Software, agora na sua segunda edição.
“A verdade é que não existe um estado final. Devemos aprender a construir sistemas que evoluam e cresçam. Precisamos parar de pensar no estado final e entender que a mudança é contínua. Não podemos prever os detalhes, mas podemos aprender a lidar com os padrões gerais.” — Michael Nygard, autor do livro Release It! Design and Deploy Production-Ready Software.
A transformação digital levou as empresas a trabalharem com o conceito de MVP. E, atrelado a este conceito, na parte mais técnica do produto, tem o MVA, ou Minimum Viable Architecture em Inglês.
Mas o que acontece é que os produtos digitais não seguem um caminha pré-definido, como o negócio ou as pesquisas de mercado indicam. O produto evolui pivotando muito.
Pivotar é mudar de direção dado o feedback de uso real do seu MVP.
Por isso que a arquitetura nunca vai alcançar um estado final; mas, ao invés disso um constante estado de ser viável para o produto em questão, com flexibilidade e robustez suficiente para o próximo passo do produto.
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