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Como viabilizar o equilíbrio entre o mínimo e o produto: A gangorra e o MVP

Outro dia eu estava no parquinho vendo meu filho brincar na gangorra. Em um dado momento, ele brincava na gangorra com alguém do seu peso, depois veio uma criança bem mais pesada, depois uma mais leve, e, por fim, uma se levantou e a gangorra ficou tombada para um lado.  Isso me fez refletir sobre o produto mínimo viável – MVP, ou minimum viable product, em Inglês.

gangorra

A gangorra e o MVP

Quanto menor o MVP, ou seja, quanto mais mínimo ele for, menos produto ele vai ser.

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Em contra partida, quanto mais produto ele for, ou seja, quanto mais funcionalidades ele tiver, mais tempo e esforço ele demanda, provavelmente, criando além do mínimo viável para validar algo.

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É difícil definir o MVP. Assim como na brincadeira de criança, a gangorra vai ficar oscilando de um lado para o outro. As vezes o produto vai um pouco além do necessário; outras vezes o mínimo vai ficar um pouco aquém do produto esperado.

Mas essa gangorra tem dois lados. Se faltar um, não formará um MVP, e deixará a sigla com duas letras apenas.

MVP sem produto

Imagine a gangorra sem o produto. Somente fazemos o mínimo para validar alguma coisa.  Mas note que isso é excelente. Estamos validando. Melhor impossível. Entretanto, se não existe produto, isso não é um MVP. Não tem o P de produto. Isso é um experimento. Um MV, um mínimo viável para validar algo.

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MVP sem mínimo

Agora imagine a gangorra quando não existe um mínimo. Por algum motivo, cria-se uma lista de requisitos e funcionalidades para o produto. Uma lista que não tem nada de mínimo. Várias coisas a serem construídos. Mais uma vez, isso não é um MVP, pois não tem um mínimo definido. Isso é um VP, um produto viável. Alguém fez um plano para a construção de um produto. E não está seguindo o estilo de MVP.

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Exemplos de MV(sem P) e (sem M)VP

Um exemplo de MV é o Início do ContaCal  que o Joca Torres conta nos seus livros “Guia da Startup: Como startups e empresas estabelecidas podem criar produtos web rentáveis“ e “Gestão de produtos de software: Como aumentar as chances de sucesso do seu software”. Ele tinha três ideias. Comprou adwords para verificar o que era mais buscado no Google. Isso bem antes de ter um produto. Excelente exemplo de experimento, de um mínimo viável, antes de pensar no P, ou no MVP.

Ah, para. Eu nem preciso te dar exemplo de lista de requisitos de produto, sem o mínimo viável bem definido. Infelizmente isso ainda acontece em muitas empresas que ainda trabalham de uma forma mais tradicional para a criação e gestão de produtos. Mesmo empresas que se dizem ágeis tem backlogs de requisitos ágeis sem MVP definido.

MVP em equilíbrio

Mas qual o mínimo viável? Como alinhar e planejar a criação do MVP?

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A sequência de atividades descritas no livro Lean Inception tem ajudado muitas empresas e equipes a entenderem MVP.

Precisamos dar início a essa jornada para trabalhar com maior eficácia e eficiência na criação de produtos digitais. O workshop Lean inception é um excelente ponto de partida.

Alinhe, entenda e crie logo o MVP. Equilibre essa gangorra. E comemore o sucesso dos novos produtos digitais, entregues de forma eficiente e eficaz.

 

Saiba mais sobre:

Paulo Caroli

Paulo Caroli is an author, speaker, and consultant specializing in agile transformations, Lean Inception, and OKRs. With over 30 years of experience—including nearly a decade in Silicon Valley and 18 years at ThoughtWorks—he has helped organizations transition from project to product and from strategy to execution. Creator of the Lean Inception methodology and author of bestselling books like Lean Inception and Team OKR, Paulo is dedicated to empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
O MVP Morreu?

O MVP Morreu?

O MVP Morreu? Não, Está Mais Vivo do Que Nunca! Apesar de muitos artigos anunciarem que o MVP morreu, o conceito de Minimum Viable Product continua essencial no desenvolvimento ágil de produtos. O MVP, popularizado pelo movimento Lean Startup, ainda é a melhor ferramenta para validar hipóteses rapidamente e aprender com o feedback do mercado. O que mudou foi o surgimento de novas siglas, como MLP e MMF, que tentam refinar o conceito, mas muitas vezes criam confusão. O problema não está no MVP em si, mas na forma como é aplicado. O MVP não morreu – ele evoluiu e continua sendo uma peça-chave na construção de produtos digitais de sucesso.

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