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SCRUM: significado, aplicação, conceitos e exemplos  

6 jan 2022 | Mais Lidos, Scrum

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Scrum é a metodologia ágil mais famosa, atuando de forma simples e efetiva no que se refere ao desenvolvimento de projetos, produtos ou serviços. Com isso, o modelo é capaz de aumentar a produtividade, a otimização das atividades, bem como a satisfação dos clientes e a transformação cultural dos times ágeis.

O Scrum é dividido em ciclos denominados Sprints, que possibilitam aos times manter uma cadência de trabalho. Você verá a seguir, mais detalhes sobre essa importante ferramenta utilizada para organizar processos, eliminando gargalos e evitando problemas futuros, e que é útil em todos os lugares, podendo ser usada em diferentes áreas e não apenas em questões de software e tecnologia da informação.

Afinal, o que é Scrum?
Scrum: Como funciona?
Quais são os eventos do Scrum?
Quais são os papéis do Scrum?
O que é Product Owner?
Qual é o trabalho de uma Scrum Master?
O que são artefatos no Scrum?
O que é Daily Scrum e quem deve participar?
Retrospectiva Scrum: quem participa?
Scrum: Como surgiu e quem criou?
Qual a diferença entre Scrum e Kanban e é possível usar os dois?
No Scrum, o que é Sprint?
Por onde um leigo deve começar no Scrum?
Se você só pudesse fazer um dos eventos do Scrum, qual seria?
Scrum: Como fazer o dobro do trabalho na metade do tempo?
É possível aplicar Scrum para RH?
Para quais situações e tipos de projetos o Scrum é recomendado?
Scrum pode ser considerado um framework ou uma metodologia para desenvolvimento de produtos?
Exemplos de aplicação de Scrum
Quais os tipos de certificação em Scrum?
Qual a certificação Scrum mais conhecida?

 

Afinal, o que é Scrum?

O Scrum é caracterizado como um framework ágil para o desenvolvimento, entrega e a sustentação de produtos complexos. Inicialmente, ele foi proposto visando auxiliar em projetos de desenvolvimento de software. No entanto, vem sendo aplicado em qualquer âmbito de projetos complexos e trabalhos inovadores e é indicado para a construção e análise de produtos com requisitos que mudam rapidamente ou são altamente emergentes.

Perfil colaborativo, multifuncional e com auto-organização são algumas das características dos integrantes do time Scrum. A realização de trabalho alinhado e de forma conjunta é o principal sinal de que uma organização está usando Scrum.

No vídeo abaixo, Paulo Caroli traz uma breve e resumida análise sobre o significado de Scrum.

Vídeo: Ágil Além do Software | Scrum

 

Scrum: Como funciona?

O Scrum sugere que cada Sprint, ou seja, cada ciclo comece com uma breve reunião de planejamento e termine com uma reunião de revisão do trabalho realizado. Além desses dois encontros, é recomendada, ainda, a realização de mais um evento a cada Sprint: a chamada retrospectiva.

Nesse contexto, ao desenvolver um produto fazendo uso de Scrum, são estabelecidos ciclos curtos e cadenciados (por exemplo, Sprints semanais). Dessa forma, de Sprint a Sprint, o time Scrum alinha, acompanha o trabalho, além de possibilitar melhoria contínua.

Com o Scrum, diariamente e no mesmo horário, o time se encontra por volta de quinze minutos para inspecionar o progresso do incremento do produto, para verificar o andamento do trabalho atual e para ajustar os próximos trabalhos. Esse evento com as reuniões diárias é chamado de Daily Scrum.

Quais são os eventos do Scrum?

O framework Scrum tem cinco eventos:

  • Sprint: a cadência que a equipe Scrum segue; por exemplo semanal.
  • Sprint Planning: a reunião no início da Sprint onde o time planeja e se compromete com a meta e o backlog da Sprint
  • Sprint Review: a reunião no final da Sprint para revisar a meta e o backlog da Sprint.
  • Daily Scrum: a reunião realizada diariamente (no mesmo horário) para a equipe ter um alinhamento rápido sobre como estão em relação aos itens do backlog da Sprint e a meta da Sprint.
  • Retrospectiva: a reunião realizada uma vez na Sprint que busca a melhoria contínua: o que podemos fazer para melhorar?
Imagem: Livro Sprint a Sprint (https://caroli.org/livro/sprint-a-sprint)

 

Quais são os papéis do Scrum?

 Os times Scrum possuem três papéis específicos:

  • Scrum Master (SM).
  • Product Owner (PO).
  • Desenvolvedoras.

O primeiro é a Scrum Master (SM), uma pessoa experiente com o framework que possui a responsabilidade de garantir que ele seja entendido e aplicado. Nesse papel, o objetivo principal é maximizar a eficiência do time.

Product Owner (PO) é o segundo papel específico. A pessoa neste papel representa o negócio, os clientes ou os usuários e orienta o time para a construção do produto certo. Priorizar o backlog com base no alinhamento entre as partes interessadas, tanto internas quanto externas ao time Scrum é a sua principal função. A PO maximiza valor por meio de um processo contínuo de desenvolvimento de produtos, guiado por aprendizado e experimentação.

Todas as demais pessoas do time Scrum são consideradas desenvolvedoras, logo, o terceiro papel do Scrum. Essas são as pessoas de habilidades variadas comprometidas em criar todo e qualquer incremento do produto.

 

O que é Product Owner?

Como vimos acima, Product Owner (PO) é o segundo papel específico do Scrum e, desse modo, passa a liderar o esforço de desenvolvimento, por meio de esclarecimentos e priorizações sobre o trabalho.

PO: Centro do time Scrum

Tipicamente, a PO trabalha com o Product Backlog, a lista mestre dos requisitos do produto a ser criado. Ela passa a ser a peça-chave do framework, tendo em vista que participa da: Daily Scrum, lidera sessões de refinamento, de Sprint Planning, participa das retrospectivas do time, lidera o direcionamento estratégico do produto, faz FDP do trabalho (Fatiar, Descartar e Priorizar) e muito mais.

Em uma metodologia como o Scrum, que promove o trabalho em equipe e o alinhamento cadenciado via Sprints, baseado na clareza e envolvimento de cada papel e de cada reunião, a PO assume papel primordial, o qual promove o alinhamento entre todas as partes interessadas, sendo elas internas ou externas à equipe Scrum.

Vídeo: Como a Lean Inception e o PBB ajudam o PO?

 

Qual é o trabalho de uma Scrum Master?

A Scrum Master assume um dos principais papéis no Scrum, auxiliando o time a tornar-se mais efetivo, alinhado e autônomo. É importante lembrar que a Scrum Master passa a ser uma especialista em processos, mas não em conteúdo. Isso tudo pelo fato de atuar de forma neutra, sem interferir diretamente no conteúdo das discussões do time.

A Scrum Master é uma guia que estará fomentando a colaboração do time e resolvendo possíveis empecilhos durante a Sprint. Para isso, a Scrum possui muita familiaridade e experiência com o framework Scrum, sua natureza colaborativa, seus artefatos e eventos.

Entretanto, o papel de fomentar a colaboração não significa que a Scrum Master seja a participante principal. Muito pelo contrário. A Scrum Master deve ser uma mediadora, aquela que propicia a busca de soluções e conversações ativas entre todos as pessoas do time Scrum, e possíveis stakeholders externos. Consequentemente, o trabalho da Scrum Master é garantir o sucesso do time.

Em outras palavras, o objetivo da Scrum Master é dar suporte ao time para que possam realizar cada atividade planejada para a Sprint, dedicando-se à entrega e aos incrementos do produto, e assegurando-se de que este seja gerado de acordo com as expectativas e metas.

Vídeo: Até onde vai o papel do Scrum Master como coach do método ágil e líder servidor do time?

 

O que são artefatos no Scrum?

No Scrum, os artefatos têm o objetivo de maximizar a transparência e promover o alinhamento sobre o trabalho.

O Scrum possui três artefatos:

  • Backlog do produto.
  • Backlog da Sprint.
  • Incremento do produto.

O backlog do produto e o backlog da Sprint descrevem o trabalho a ser desenvolvido, respectivamente, para o produto e para a Sprint.

Já o incremento é um pedaço do produto que ainda será desenvolvido. Cada incremento é adicionado aos incrementos previamente entregues e alguns deles podem ser criados em uma Sprint. Para fornecer valor, todos e cada um dos incrementos deve ser utilizável.

O livro Product Backlog Building (PBB): Um guia prático para criação e refinamento de backlog para produtos de sucesso também trata sobre o tema de artefatos Scrum. Fique atento, pois, em artigos futuros, iremos abordar o PBB, bem como a escrita de histórias do usuário.

 

O que é Daily Scrum e quem deve participar?

A reunião diária visando verificar o andamento das tarefas de trabalho do time Scrum em relação a meta da Sprint é chamada de Daily Scrum. Nesse encontro, entra em pauta e avaliação o que foi feito pelo time no dia anterior, são identificados impedimentos e priorizadas as atividades a serem realizadas no dia que se inicia.

Participam desse encontro todos os integrantes do time, que respondem normalmente a três perguntas para promover o alinhamento diário de todos:  o que fiz ontem, o que vou fazer hoje e o que está impedindo o progresso do meu trabalho para alcançar a meta da Sprint. Com essas respostas, cada membro da equipe assume seu compromisso perante os demais.

 

Retrospectiva Scrum: quem participa?

Todo mundo que integra o time Scrum deve participar da Retrospectiva. É um momento primordial, tendo em vista a oportunidade de buscar melhoria contínua em relação ao processo, à qualidade e eficácia, sobre a entrega e interação entre os participantes.

Retrospectivas ajudam um time a alcançar o sucesso. Cada pessoa traz uma experiência de vida diferente, uma perspectiva diferente. Retrospectivas eficazes deixam todos confortáveis, alinhados e prontos para fazer parte da melhor experiência possível.

Você sabe qual é o principal elemento da melhoria contínua? É uma equipe eficaz e comprometida. Nesse sentido, o livro FunRetro: atividades e ideias para tornar retrospectivas ágeis mais envolventes tem as ferramentas necessárias para desenvolvê-la!

 

Scrum: Como surgiu e quem criou?

Jeff Sutherland é um dos nomes mais importantes quando se fala em Scrum. Isso tudo, por ser considerado um dos “pais” do Scrum, um dos criadores do método, fundador da Scrum Inc. e também coautor do manifesto ágil.

Em conjunto com Ken Schwaber, Jeff criou o Scrum em 1993. A iniciativa foi criada na Easel Corporation com o objetivo principal de mudar a forma como o desenvolvimento de software era gerenciado. No entanto, diversos outros profissionais também contribuíram para a metodologia chegar no ponto que está hoje.

Há registros de que a primeira base para o framework do Scrum foi mencionada em 1986, em um artigo de Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka publicado na Harvard Business Review. Em “O novo jogo de desenvolvimento de novos produtos” os autores compararam os processos de criação de produtos a esportes. Foi aí que surgiu o comparativo de Scrum a um jogo de Rugby: o ideal era que toda a equipe jogasse ao mesmo tempo, passando as tarefas para frente ou para trás até que chegasse no objetivo.

 

Qual a diferença entre Scrum e Kanban e é possível usar os dois?

O Kanban é um método formulado por David J. Anderson  para gestão do fluxo de trabalho de um processo incremental e evolutivo. Esse método, influenciado pelo modelo Toyota Just-In-Iime, se baseia em visualizar o fluxo de trabalho e, a partir disso, atuar no processo para não sobrecarregar os membros da equipe.

Vídeo: Ágil Além do Software | Kanban

O Kanban pode ser visto como uma ferramenta de comunicação para rapidamente adquirir conhecimentos e alinhar ações entre os membros de uma equipe. O objetivo principal é dar a todos os membros da equipe uma visão compartilhada do processo e do estado do atual do trabalho. Desta forma, o Kanban provê representações visuais para as fases de trabalho, as pessoas e o trabalho.

Tendo em vista que Scrum e Kanban são métodos para tornar um trabalho ou projeto ágil, colaborativo e organizado, é muito comum a combinação e o uso conjunto dos mesmos. Corey Ladas criou a denominação Scrumban para mostrar a integração de ambos.

Por outro lado, quando começando a aplicar uma prática, a combinação da mesma com outras pode trazer confusão quanto ao entendimento da mesma. Neste caso a escolha entre começar com Scrum ou com Kanban deve ser feita considerando o perfil do negócio, as suas necessidades e metas de médio e longo prazo.

Vídeo: Scrum Vs. Kanban 2021 [Afinal, Qual é o MELHOR em 2021?] 

 

No Scrum, o que é Sprint?

A Sprint, como visto anteriormente, tem o papel principal de promover uma cadência, tipicamente de uma a quatro semanas, dependendo da preferência do time. No mundo ágil Scrum, são evitadas descrições completas e detalhadas sobre como tudo deverá ser feito na Sprint. Essas questões serão definidas pelo time de desenvolvimento, que saberá a melhor maneira de resolver os problemas.

É por isso que a reunião de planejamento do Sprint é descrita em termos de metas e resultado desejado. Este é um compromisso com um conjunto de funcionalidades a serem desenvolvidas no próximo Sprint, buscando, desse modo, o equilíbrio entre autonomia, flexibilidade e comprometimento do time. Tal compromisso é revisitado ao final da Sprint, na reunião de revisão.

 

Por onde um leigo deve começar no Scrum?

Comece definindo a cadência do time: por exemplo: Sprints de uma semana.

O modelo Scrum sugere que cada Sprint comece com uma breve reunião de planejamento, e termine com uma reunião de revisão do trabalho realizado no final da Sprint.

Escolha os dias e horários para essas duas reuniões. Por exemplo: Planejamento nas segundas, das 8 às 9 horas, e Revisão nas sextas, das 16 às 17 horas.

Estes são os princípios do gerenciamento de projetos Scrum: ciclos curtos e cadenciados com reuniões de alinhamento (planejamento e revisão). Isso é o básico do básico.

Na sequência, converse sobre o acompanhamento da evolução do trabalho (Daily Scrum) e melhoria do time (retrospectiva).

Escolha o horário das Daily Scrum: por exemplo, diariamente das 10h às 10h15min. Cabe salientar que essa reunião é para ser informativa e rápida.

Marque também um horário recorrente para a busca da melhoria contínua, para a reunião de retrospectiva. Por exemplo: nas quartas, das 16 às 17 horas.

Uma vez que o time se acostuma à cadência, vá além e melhore a forma de lidar com os papéis – Scrum Master, PO e equipe multifuncional de desenvolvedores – e os artefatos. Como o time está fazendo retrospectiva, provavelmente o próprio time vai estar buscando essas melhorias.

 

Se você só pudesse fazer um dos eventos do Scrum, qual seria?

A retrospectiva. Independente de como e por onde o time começou, ao fazer a retrospectiva o time estará apontando para o próximo passo, a próxima melhoria – seja ela em relação ao evento, papel ou artefato – a ser realizada.

Vídeo: Se você só pudesse fazer um dos ritos do Scrum, qual seria? 

Cabe lembrar que as retrospectivas devem ser eficientes e leves (fun), especialmente, pois serão várias e várias retrospectivas no percurso de um time. O site e livro FunRetrospectives – www.FunRetrospectives.com – te ajudam a planejar e executar retrospectivas com muito sucesso.

 

Scrum: Como fazer o dobro do trabalho na metade do tempo?

No livro Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo, do autor Jeff Sutherland e o coautor J.J. Sutherland, é posta a reflexão de que equipes com alta performance eram aquelas que apresentavam, entre outras características, o fato de serem multidisciplinares e terem autonomia para trabalhar.

Para eles, é possível fazer o dobro do trabalho na metade do tempo com o uso do Scrum, pois tem justamente essa abordagem a ser contemplada, trabalhando métricas com foco em resultado e em melhorias contínuas, onde as retrospectivas assumem papel de destaque para avaliar e se aprimorar.

Mas, vamos além: o maior desperdício é fazer de forma muito eficiente algo que não deveria ser feito, mesmo que você a faça em metade do tempo. Práticas modernas, como a Lean Inception e o PBB complementam o Scrum para ajudar na busca da eficácia e da eficiência. Que tal alcançar a exponencialidade, muito mais que o dobro em metade do tempo?!

 

É possível aplicar Scrum para RH?

Sim, o autor João Paulo Coutinho destaca que, especificamente na área de Recursos Humanos, uma vez que muitas das atividades são contínuas, com um começo e dificilmente um fim:

“Os sprints mais curtos nos ajudam a buscar inovação ao implantar metas mais palpáveis à realidade organizacional, ao passo que o planejamento, adaptação e avaliação, o feedback, fazem parte da rotina na relação da área com os clientes atendidos. O maior valor está em ir se adaptando e melhorando conforme o feedback do usuário”.

 

Para quais situações e tipos de projetos o Scrum é recomendado?

O Scrum foi inicialmente formalizado para projetos de desenvolvimento de software, mas tem sido aplicado para qualquer âmbito de projetos complexos e trabalhos inovadores. Com isso, seu uso é muito adequado em projetos com requisitos que mudam rapidamente ou são altamente emergentes.

 

Scrum pode ser considerado um framework ou uma metodologia para desenvolvimento de produtos?

Scrum é um dos muitos frameworks ágeis. Em geral, todos os frameworks ágeis funcionam entregando grandes projetos em pequenos pedaços – pequenos incrementos. À medida que cada incremento do produto é concluído, as equipes revisam a funcionalidade e, em seguida, decidem o que criar a seguir com base no que aprenderam e no feedback que receberam.

Esses ciclos frequentes de inspeção e adaptação reduzem o desperdício e minimizam o risco. As equipes fazem isso até entregar o produto ou serviço completo, ou até que o que lançaram até agora atenda às necessidades do cliente.

É comum que times Scrum utilizem também o conceito de Produto Mínimo Viável (MVP) para validar logo se os incrementos do produto estão entregando valor aos usuários e para gerar insights sobre o caminho a seguir.

 

Exemplos de aplicação de Scrum

Embora tenha ligação com o desenvolvimento de software, o Scrum pode ser aplicado a qualquer trabalho em equipe e em diferentes segmentos.

Exemplo de Scrum aplicado na área de Recursos Humanos (RH), referenciado pelo autor João Paulo Coutinho:

Ele faz menção ao livro Scrum para leigos. Os autores Mark Layton e David Morrow trazem o exemplo da Parexel Informatics, empresa americana que atua no setor de biofarmacêutica, que precisava contratar em um curto espaço de tempo mais de 20 colaboradores.

“A empresa enfrentou vários desafios: ela não contava com um time de recrutamento ou integração para facilitar a transição dos novos funcionários na organização. A empresa aplicou o Scrum, realizou uma Planning, identificou um mapa de prioridades e iniciou “sprints de uma semana” para monitorar o progresso. No prazo de sete semanas, a Parexel havia contratado, treinado e integrado 21 novos profissionais para trabalharem no novo projeto. Time unido para atingir o objetivo, monitorando o andamento do trabalho, inspecionando e adaptando quando necessário”.

 

Exemplo de Scrum aplicado em Projeto de Software nas Ferrovias Holandesas – estudo de caso: 

Conforme relato neste estudo de caso, uma ferrovia holandesa tinha a necessidade de desenvolvimento de um software de informações de viagens para os passageiros. Horários, destinos, intervalos, deveriam ser exibidos em displays e comunicados através de som automaticamente.

O artigo aponta que uma das exigências do cliente era ter a possibilidade de ver o projeto funcionando em etapas, desde o início e não somente na entrega final do produto. Com a utilização do Scrum, foi possível fazer entregas incrementais, com uma maior participação do cliente em todas as fases e melhor gerenciamento de todas as equipes envolvidas no projeto.

 

Exemplo de Scrum ao organizar um casamento – relato do Design Thinking Coach, Fernando Figueiredo Virgilio:  

A aplicação do Scrum em um evento como casamento pode auxiliar, entre outros aspectos, na economia de tempo, dinheiro e redução de stress. Neste exemplo, é posto que a construção do backlog do casamento, uma lista com todos os itens que fariam do evento um sucesso, como: fotógrafo, decoração, convites, igreja, comida etc.

O outro passo seria priorizar o backlog do casamento, ou seja, classificar os elementos por prioridade. Ao planejar a Sprint, os noivos se questionariam o que seria preciso para concluir cada item. O casal pode definir uma cadência para as reuniões de acompanhamento. E na retrospectiva, é a oportunidade para discussão da Sprint e avaliar quais pontos poderiam ser melhorados.

Quais os tipos de certificação em Scrum?

Existem diversas certificações em Scrum disponíveis no mercado. As mais conhecidas são oferecidas pela Scrum Alliance e pela Scrum.org, com certificações como Scrum Master (CSM, PSM) e Product Owner (CSPO, PSPO). Elas ajudam a estruturar o entendimento do framework e são um bom ponto de partida na carreira.

Mas a experiência mostra algo importante: a certificação sozinha não prepara ninguém para os desafios reais das empresas.

É por isso que muitos profissionais certificados em Scrum buscam complementar suas certificações com conhecimento prático, troca de experiências e aprendizado contínuo — fatores que fazem muita diferença tanto nos resultados entregues quanto na evolução da carreira.

Onde a prática realmente acontece

Na Caroli.org, esse aprofundamento acontece por meio dos Hubs de Conhecimento: ambientes contínuos de aprendizado que conectam teoria, prática e experiência real.

Nos Hubs, você encontra:

  • vídeos e conteúdos gravados para estudar no seu ritmo

  • materiais práticos e organizados para aplicar no dia a dia

  • mentorias mensais ao vivo

  • networking com profissionais que vivem desafios reais

  • conhecimento que potencializa (e muito) qualquer certificação Scrum

Conheça os Hubs da Caroli.org

🔹 Hub Team OKR
Para quem quer alinhar estratégia, times e resultados usando OKRs de forma prática.

🔹 Hub Lean Inception
Para aprender, passo a passo, como alinhar pessoas e construir o produto certo — com prática, templates e mentoria.

🔹 Hub Triple Track
Para quem quer integrar estratégia, discovery e delivery, indo além do Scrum operacional.

Já tem certificação Scrum? Então este é o próximo passo.

Acesse o Hub Caroli.org e continue evoluindo na prática.

 

Caroli.org

Caroli.org is a hub for agile methodologies, innovation, and digital transformation, founded by Paulo Caroli, author of Lean Inception and Team OKR. We help organizations move from project to product and from strategy to execution, offering training, and consulting in Lean Inception, OKRs, Data Mesh, and agile transformations—empowering teams to align, validate, and deliver real business value.
Inteligência Artificial e Outcomes: Por que Produzir Mais Não Significa Gerar Mais Resultados

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A inteligência artificial está tornando os outputs mais rápidos, baratos e abundantes. Mas produzir mais não significa gerar mais resultados. Neste artigo, Paulo Caroli explica por que outcomes, julgamento e ownership se tornam ainda mais importantes à medida que papéis, processos e estruturas de times mudam. A partir de Lean Inception, Team OKR e Triple Track, o texto mostra como conectar estratégia, aprendizado e execução na era da IA.

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